Saúde

Foto: Frederick Borges

Com equipe formada por médicos, fisioterapeutas, nutricionistas, assistentes sociais, psicólogos e enfermeiros, o ambulatório de fibrose cística já atendeu a quatro pacientes, dos nove que têm diagnostico da doença no Tocantins. O ambulatório iniciou as atividades no último dia 17 e o próximo atendimento está marcado para o dia 8, com atendimento a outras cinco crianças.

A implantação do ambulatório atente a necessidade e desejo da equipe multiprofissional, pacientes e familiares e tem como objetivo principal receber os pacientes encaminhados da rede pública de saúde para atendimento especializado para o tratamento da doença. Além dos profissionais do Estado, o serviço conta com a colaboração de acadêmicos da área da saúde da Faculdade Objetivo de Palmas (Fapal).

A enfermeira do Hospital Infantil de Palmas (HIP), Agna Silva, reforça a importância do tratamento ambulatorial, principalmente porque o paciente com fibrose cística tem alterações imunológicas, respiratórias, nutricionais e gastrointestinais. “Aqui, eles continuarão a ter acompanhamento profissional”, acrescentou.

O diretor administrativo do HIP, Carlos Eduardo, destacou que a implantação do ambulatório só foi possível graças à parceria do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), com a Fapal. Já Ana Paula Delfino, representante da Faculdade, reforçou que a parceria entre as instituições está possibilitando a oferta de um local com estrutura para melhor atender aos pacientes.

Pacientes e familiares comemoram

Mãe de uma das crianças que fazem tratamento contra a fibrose cística, Andressa Martins conta que o ambulatório é resultado de grande luta. “Hoje temos atendimento e é uma melhora para as crianças. Isto era o que eu e as outras mães lutamos para ter e conseguimos. Estou feliz e esperamos que daqui pra frente venham só melhoras”, destacou.

Jakeline Ferreira, mãe de outro paciente, diz que é perceptível o comprometimento da equipe multiprofissional do ambulatório em atender aos pacientes portadores de fibrose cística e aos familiares. “O início está bom, mas acredito que o serviço só venha a melhorar”, disse.

A técnica em Enfermagem que faz parte da equipe do ambulatório, Sueli Gonçalves, conta que é mãe de adolescente portadora de fibrose cística. Sua filha foi uma das primeiras pacientes diagnosticadas com a doença no Tocantins e faz tratamento fora do Estado. Agora, com a implantação do ambulatório, ela comemora a possibilidade da filha fazer o tratamento no Tocantins. “Eu me sinto feliz por essa evolução e em fazer parte do ambulatório. Agora, minha filha poderá fazer o tratamento aqui no Estado”, comemorou.

Fibrose cística

A fibrose cística é uma doença genética que não tem cura, porém tem tratamentos específicos que, se iniciados na primeira infância, aumentam a sobrevida do paciente.

A doença manifesta-se em ambos os sexos, acometendo as vias respiratórias, o sistema digestivo e as glândulas sudoríparas, provocando, gradativamente, a falência de órgãos. O gene defeituoso é transmitido pelo pai e pela mãe (embora nenhum dos dois manifeste a doença) e é responsável pela alteração no transporte de íons através das membranas das células. Isso compromete o funcionamento das glândulas exócrinas, que produzem substâncias de difícil eliminação (muco e enzimas pancreáticas mais espessas). O suor excessivamente salgado também é um aspecto importante.