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Segundo informações do portal de notícias Correio de Uberlândia, foi realizada na tarde desta terça-feira, 22 de setembro, em Uberlândia/MG, audiência de instrução e julgamento do homicídio da tocantinense Kesia Freitas Cardoso, 26 anos. Kesia que era natural de Paraíso do Tocantins foi encontrada morta dentro de um latão em Uberlândia no mês de janeiro. 

Segundo o Correio de Uberlândia, o mecânico Iron Guilherme Alves, de 23 anos, indiciado pelo crime, não foi à audiência, pois, segundo o advogado de defesa, ele está internado em uma clínica psiquiátrica em Limeira (SP). O Ministério Público entendeu a ausência como tentativa de adiar o processo e pediu a prisão preventiva de Alves.

Ainda de acordo com o portal, a primeira testemunha de acusação ouvida foi o policial que encontrou o corpo de Késia Cardoso dentro do latão de lixo no Distrito Industrial de Uberlândia. Em seguida, foi ouvido o gerente da oficina do pai do acusado. A testemunha arrolada pela defesa foi um amigo do pai de Alves.

De acordo com o Correio de Uberlândia, o advogado de defesa pediu prazo de 24h para que sejam anexados ao processo laudos que comprovam os problemas psiquiátricos do acusado. O juiz determinou que os documentos sejam juntados aos autos e disse que, até o fim dessa semana, vai deliberar se o crime é ou não doloso. Caso seja considerado doloso, Alves irá a Júri Popular.

Entenda mais 

Késia foi encontrada morta dentro de um tambor em uma via próxima à estrada Neuza Rezende, no Distrito Industrial, zona norte da cidade no mês de janeiro deste ano. O tambor pertencia à oficina em que Iron Guilherme Alves trabalhava, também na zona norte. À Polícia Civil (PC), o suspeito informou que esfaqueou a jovem depois de um desacordo no preço cobrado por um programa.

Ainda conforme a versão do suspeito, ela teria chegado atrasada ao local combinado, que era a casa dos pais dele, no bairro Santa Rosa, e informou que ele teria 20 minutos e não os 60 que o mecânico havia contratado. “Ele não concordou e eles começaram a discutir no quarto. Ela se despiu e ele saiu para a cozinha; ela foi atrás e o golpeou com uma ‘gravata’, e, para se desvencilhar, ele alcançou uma faca e a lançou para trás, acertando o pescoço da jovem”, afirmou o delegado Matheus Reis Ponsancini em entrevista ao Correio de Uberlândia em 23 de janeiro.

Depois do crime, ao perceber que ela não se mexia, o rapaz a cobriu com um lençol e transportou o corpo até o porta-malas do carro, que estava na garagem. Em seguida, o suspeito foi para a oficina mecânica da qual seu pai era gerente, no bairro Nossa Senhora das Graças. No dia seguinte, ele colocou o corpo no latão e o levou até o Distrito Industrial, onde o abandonou. (Com informações Correio de Uberlândia)