Educação

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Acadêmicos da Universidade Federal do Tocantins (UFT) resolveram fazer um abaixo-assinado pelo fim da greve e outras demandas junto à instituição. Um dos estudantes que faz parte do grupo e que elaborou o documento, o estudante do curso de Direito na UFT, Gustavo Lopes, durante entrevista ao Conexão Tocantins na manhã desta quarta-feira, 30, elencou os motivos pelos quais a petição é necessária. “Resolvemos intervir e negociar com o comando de greve o fim mais próximo, da forma mais cabível e plausível possível. Nossa luta é pela universidade, pela UFT, pelo fim da greve e pelas pautas colocadas no documento”, afirmou.

Gustavo explicou que a decisão em criar o abaixo-assinado intitulado “Em Favor da Universidade Federal do Tocantins” veio após a votação dos professores decidindo por continuar com a greve que já persiste por mais de quatro meses. Segundo o estudante, houve a procura pelo comando de greve e foi realizado um levantamento das pautas defendidas pelo comando para tentar negociar. “Na última segunda fomos convidados a ir a uma reunião do comando que já estava marcada. Levamos uma carta pré-escrita e fomos bem claro que somos contra a greve”, frisou Gustavo. Participaram da reunião três acadêmicos do curso de direito e um do curso de medicina. 

O estudante ainda explicou sobre uma das preocupações mais importantes que é com o calendário acadêmico. Segundo Gustavo, foi exigido do comando de greve que assumam o compromisso de trabalhar junto com os alunos em um calendário efetivo de recuperação para que não aconteça mais o que vem acontecendo nos calendários. “Em nada colaboram para a regularização e recuperação dos dias em greve”, afirmou. 

O principal objetivo da petição, segundo Gustavo Lopes, é o fim da greve e a luta pela não precarização da UFT. “Temos sérios problemas para enfrentar e precisamos fazer isso repercutir e sair além dos muros da universidade, pois acreditamos que o cidadão que paga seus impostos e sustenta a universidade precisa saber o seu atual estado”, disse. 

O estudante explicou que não há uma expectativa em número de assinaturas a serem colhidas. Segundo Gustavo, o movimento é amplo e precisa do apoio não só da comunidade acadêmica como também da civil. “Nós respeitamos o direito de greve dos professores mas atualmente nos colocamos contra a greve por vermos que dentro desses quatro meses as conquistas foram míseras. O Governo Federal não está dando a devida importância. Em âmbito local, as pautas também não estão sendo atendidas e a repercussão de uma greve onde poucos professores participam é mínima”, afirmou. 

Boicote

Gustavo informou que alguns grupos tentam boicotar o documento, informando nas redes sociais para que os estudantes não assinem a petição com a justificativa de que o abaixo-assinado foi realizado pelo comando de greve e em favor da continuação da paralisação. No entanto, segundo o estudante, o abaixo-assinado é no sentido de ir contra a greve. “Quem fez de forma independente este documento foram os acadêmicos, e pedimos a todos que antes de qualquer crítica leiam o documento, é preciso ler e não dar ouvidos para essas conversas”, disse. 

O documento é apoiado pelos acadêmicos dos Câmpus de Palmas, Miracema do Tocantins e Araguaína. Serão realizadas coletas de assinaturas na Câmara de Palmas, de Araguaína,  Miracema e ainda, na Assembleia Legislativa.

Passo final

O abaixo-assinado com as reivindicações será entregue ao reitor da UFT, Márcio Silveira, e toda a bancada federal do Tocantins, deputados federais e senadores. “Em âmbito nacional, queremos pedir a estes que nos ajudem a prevenir junto ao Ministério da Educação, os cortes ainda maiores já prometidos pelo ministro no ano que vem, e também cobrarem da reitoria ações concretas nas pautas pedidas no documento”, informou Gustavo. 

O abaixo-assinado já conta com mais de 200 assinaturas.