Palmas

Foto: Divulgação Categorias realizam Assembleia para discutir insatisfações Categorias realizam Assembleia para discutir insatisfações

Os arquitetos, engenheiros, geólogos, geógrafos e técnicos da área que foram atingidos por cortes que vão de 30 a 50% nos salários e gratificações continuam insatisfeitos com a prefeitura de Palmas e com a falta de resposta do Executivo com relação ás demandas das categorias, responsáveis pela execução de projetos importantes e estratégicos para a capital. Nesta terça-feira, 6, em mais uma Assembleia as categorias resolveram esperar até a próxima quinta-feira, 8, uma manifestação do Executivo com relação ao assunto. São cerca de 140 servidores afetados pelo corte.

O presidente da Associação dos Servidores Públicos do município integrantes do Sistema Crea, Confea, CAU/BR,  Roberto Campos Pinto relatou ao Conexão Tocantins nesta terça-feira que vai oficiar mais uma vez o prefeito Carlos Amastha (PSB) para que dialogue com as categorias acerca das demandas e cortes salariais. “Vamos esperar só até esta semana, estamos buscando uma resposta e diálogo com o poder Executivo mas até agora nada”, disse.

Segundo informações dos Sindicatos das categorias, após o corte, a capital além de estar muito abaixo do piso nacional de nove salários mínimos está muito abaixo da média. “ Aqui não se paga nem o piso sendo que maioria dos municípios do Brasil ganha o piso”, explicou. A polêmica começou ainda no mês passado quando o prefeito cortou, sem aviso prévio aos servidores, a gratificação de R$ 1904,00, a título de indenização de transporte e que igualava os vencimentos das categorias ao piso nacional. A conquista é do ano de 2007 e foi retirada pela atual gestão que alegou necessidade de cortes na estrutura para enxugar a máquina.

A intermediação da categoria com a prefeitura para tentar reverter a medida do prefeito tem sido feita por alguns secretários como o da Infraestrutura, Marcílio Ávila, por exemplo, no entanto não houve avanços e a expectativa é de um encontro direto com o prefeito para discutir a situação.

Condições de trabalho

As condições de trabalho destes profissionais também deixa a desejar, conforme relato ao Conexão Tocantins. Da falta de veículos até o uso de software pirata para elaboração dos projetos arquitetônicos os profissionais alegam que driblam as dificuldades no dia-a-dia para exercerem a profissão. “ O software é pirata, sem licença o que traz um risco de perder um arquivo e ser algum problema, além disso muitos profissionais usavam o próprio veículo para trabalhar agora com o corte da gratificação isso não é mais possível e continuam faltando carros para os profissionais trabalharem. A prefeitura não pode se fazer de vítima essas condições são de responsabilidade da gestão”, alega.

O uso do software pirata já é alvo de averiguação por parte do Ministério Público Estadual –MPE após denuncia feita por um Sindicato.

A insatisfação dos servidores públicos da capital atinge também outras áreas como a Saúde, que realizou reivindicação semana passada, e a Educação que está de greve e fará ato público cobrando da gestão vários benefícios e direitos.