Economia

Foto: Ademir dos Anjos

Várias instituições, entre elas a Federação das Indústrias do Estado (FIETO), que atuam em conjunto para incentivar e desenvolver a criação, industrialização, comercialização e consumo de peixes no Tocantins, reuniram-se na manhã desta quarta-feira,7, para discutir os gargalos do setor. O encontro foi na sede da Superintendência Federal da Pesca e Aquicultura em Palmas, que passou a integrar o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) após reforma ministerial ocorrida recentemente.

Na pauta três problemas considerados cruciais que segundo produtores e empresários donos de laticínios estão dificultando o negócio do peixe no Tocantins. São eles: clandestinidade (venda do pescado sem a devida fiscalização e autorização), licenciamento ambiental (excesso de burocracia para conseguir o documento) e contaminação por salmonela (bactéria presente em carnes, principalmente de peixe). Para a maioria dos representantes das instituições que participaram da reunião, uma das saídas para enfrentar esses problemas, que emperram a expansão da cadeia produtiva do peixe no Tocantins, seria a criação de um certificado estadual.

Para o gerente executivo do Sindicato das Indústrias Frigoríficas do Estado do Tocantins (SINDICARNES/TO), filiado à Fieto, Gilson Cabral, esse é apenas o primeiro passo. “Certificação é o começo, mas é preciso também vontade política, o que certamente deverá ocorrer agora, pois temos uma ministra que é do Tocantins e a favor da causa”, diz ele, destacando o potencial do Tocantins para a produção de peixe, principalmente em taques rede.

Potencial

Segundo dados do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, o Tocantins ocupa o 14º lugar no ranking nacional de produção de peixes e tem condições para aumentar a produção. Em 2014 foram produzidas 15 mil toneladas de peixes. A meta para esse ano é produzir cerca de 25 mil toneladas. O Estado tem atualmente cerca de seis mil pescados e 36 colônias.