Opinião

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A criança nasce pura, inocente. Uma educação de qualidade, tanto a proveniente das escolas quanto de casa, deve formar seu caráter. Mas os ensinamentos dos pais são ainda mais basilares. Não há professor que recupere um temperamento arruinado por péssimos exemplos. Discernir entre o certo e o errado constitui o fundamento do convívio social. Que indivíduos estamos formando? 

Colocar uma criança no mundo... tão simples. Difícil é encaminhá-la pelos penosos caminhos da vida. Difícil, de verdade, é abdicar de tempo e atenção dos próprios gostos e preferências para entender que um filho constitui um contrato social perene. Não se pode abdicar. Quem o faz comete um crime hediondo. Se a nossa espécie reflete o triunfo da razão, a orientação desde os primeiros anos decide o curso do destino de cada um. 

A família ideal é formada nas teias do amor e do respeito. O impasse está naqueles que se dizem pais, mas, na prática, constroem monstros. Você já deve ter perdido a conta das pessoas arrogantes e pretensiosas com quem convive diariamente. O cenário social é formado também por assassinos, dissimuladores, corruptos. A lei da causalidade nunca foi tão atual. Somos produto do nosso meio. Como se proteger em um mundo onde tantas crianças são abandonadas à própria sorte? 

No Dia das Crianças, a magia substitui a razão; a inocência doma a complexidade. Pela juventude ou pelas lembranças, todos se tornam pequenos, imprevisíveis, e com um futuro infinito em possibilidades. Que criem boas memórias. O sofrimento de uma infância ao léu, distante, doutrinada pela desatenção dos pais, vira cicatriz mental. Irreparável. As reminiscências do passado sempre voltam. Sempre voltam. 

Sejam pais. Não sejam irmãos, amigos ou colegas de casa. Sejam pais! Não ‘joguem’ pessoas no mundo para serem engolidas pelas rodas sociais. A sociedade não sabe o que os pequenos precisam. Somente os progenitores podem assumir tamanha responsabilidade. Aprimore as novas gerações. Faça o bem aos pequenos. Hoje será o melhor Dia das Crianças de todos os tempos, pois pais serão pais. No final, não haverá arrependimentos.

*Gabriel Bocorny Guidotti é bacharel em Direito e estudante de Jornalismo/ Porto Alegre – RS.