Economia

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A cultura de colaboração entre empresários e a necessidade de internacionalizar serviços e produtos foram algumas das observações apontadas por empresários tocantinenses da área de tecnologia que participaram da missão ao Vale do Silício (Estados Unidos) finalizada no último dia 10/10. Organizada pela Federação das Indústrias do Estado do Tocantins (Fieto), a missão proporciona a prospecção de negócios e o conhecimento de novas tecnologias e tendências internacionais.

Outro aspecto importante das missões, observado pelo empresário da Max Datas, Marciley Ferreira da Silva, é a programação que, segundo ele, é montada de uma forma direcionada e assertiva incluindo visitas agendadas a grandes empresas do segmento como o Google, IBM e Samsung, além de feiras internacionais, o que não seria viável em uma incursão individual.

“A missão direciona a gente pro lugar certo e abre as portas das empresas”, avaliou Silva que disse ainda ter voltado aberto a um projeto, a longo prazo, de criação e internacionalização de um novo produto, uma vez que atualmente o sistema de gestão empresarial com o qual trabalha é voltado à tributação, seguindo assim leis estaduais.

A necessidade de pensar a internacionalização de produtos e a desmistificação deste processo e de práticas empresariais brasileiras, como a falta de colaboração entre concorrentes, também foi destacada como um resultado da missão por Ricardo Barcelos, empresário da Tecnoplace Gestão e Tecnologia. 

“Trago como experiência o quanto precisamos melhorar nossos processos internos de inovação e colaborar mais entre as empresas. A palavra chave do Vale do Silício é colaboração, mesmo entre concorrentes”, explicou Barcelos. Ele conta que, desde que com limites e no momento correto, a experiência das empresas norte americanas mostrou que a colaboração é benéfica para a realização de projetos que, muitas vezes no Brasil, seriam engavetados em virtude do excessivo sigilo.

As missões empresariais da Fieto são organizadas em parceria com a Confederação Nacional da Indústria (CNI) que coordena a Rede Brasileira de Centros Internacionais de Negócios (Rede CIN) composta pelas federações dos estados. A missão ao Vale do Silício incluiu visitas às principais empresas da região, referência mundial em inovação.