Saúde

Foto: Maradona

Transmitida na relação sexual desprotegida, a sífilis é uma doença cuja prevenção tem tanta importância quanto a prevenção da Aids. Isso porque uma infecção por sífilis pode agir como porta de entrada para outras doenças sexualmente transmissíveis.

Entre 2011 e 2014, no Tocantins, 1.148 casos foram registrados de sífilis adquirida, isto é, transmitida diretamente pelo contato com sangue ou fluidos sexuais de um portador da doença. No mesmo período, 527 gestantes foram diagnosticadas com a sífilis.

Também entre 2011 e 2014, 455 casos foram diagnosticados como sífilis congênita, isto é, em indivíduos que nasceram com a doença. São, em geral, casos em que as mães ainda gestantes e portadoras de sífilis não realizaram ou não concluíram adequadamente o tratamento recomendado.

Exames

Para evitar que mais casos surjam, todas as Unidades de Saúde da Família (USF) do Tocantins incluem em sua relação de exames essenciais das gestantes em acompanhamento de pré-natal o exame da sífilis, conhecido como VDRL. O diagnóstico é simples e realizado em toda rede laboratorial conveniada às prefeituras. Além disso, existem os testes rápidos que auxiliam no diagnóstico e que são oferecidos por unidades especializadas.

No entanto, qualquer pessoa que suspeite da doença pode procurar a unidade de saúde mais próxima e solicitar uma consulta com um médico ou enfermeiro e realizar, em seguida, os exames.

Sintomas

Mesmo indivíduos assintomáticos e que tenham tido contato sexual sem proteção devem ficar atentos. Isso porque após determinado período os sintomas iniciais somem. Entre sete e 20 dias após o sexo desprotegido com um parceiro infectado, podem surgir pequenas feridas nos órgãos sexuais, caroços ou ínguas nas virilhas. A ferida e as ínguas não doem, não coçam, não ardem e também não apresentam pus. Ocasionalmente, as feridas podem desaparecer sem deixar cicatriz, mas o indivíduo passa a desenvolver a doença. Ao alcançar certo estágio, podem surgir manchas em várias partes do corpo (inclusive mãos e pés) e queda dos cabelos.

Após algum tempo, que varia de pessoa para pessoa, as manchas também desaparecem, a doença pode ficar sem apresentar sintomas por meses ou anos, até o momento em que surgem complicações graves como cegueira, paralisia, doença cerebral e problemas cardíacos, podendo, inclusive, levar à morte. 

Por: Redação

Tags: DST, Secretaria Estadual da Saúde, Sífilis