Polí­tica

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A violência em alguns municípios continuou sendo tema de discussões na sessão desta quarta-feira, 21, na Assembleia Legislativa do Tocantins. O deputado Ricardo Ayres (PSB) falou da situação da cidade de Porto Nacional, a 60 km de Palmas, onde o dono de um cartório foi assassinado depois de reagir a um assalto. “No mesmo dia que cartório foi assaltado ocorreram três ocorrências na cidade da mesma intensidade”, disse.

Conforme o parlamentar há apenas duas viaturas da polícia atendendo uma cidade de 55 mil habitantes. Segundo ele essa situação mostra a falência do Estado e dá uma sensação de impunidade aos cidadãos. O parlamentar sugeriu que o Ministério Público Estadual fiscalize a atuação policial “no sentido de ter equipamentos, armamentos e um serviço de inteligência que funcione”, completou.

O parlamentar apresentou uma proposta para que seja criado um clube especial de combate ao crime organizado com atenção específica a Porto Nacional, que segundo ele, vive um dos piores momentos da segurança pública do Estado. “A sociedade não aguenta e não tolera a impunidade”, disse.

O deputado estadual José Bonifácio (PT) relatou que Tocantinópolis também sofre com a falta de segurança. Segundo ele um rapaz de 26 anos foi executado no município o que abalou a cidade. Por sua vez, o deputado do PSDB, Olyntho Neto disse que Araguaína, segunda maior do Estado também vive o mesmo cenário.

O deputado Eduardo do Dertins (PPS) sugeriu um levantamento sobre a atuação dos policiais no Estado. “Quantos dos policiais do Estado trabalham cedidos a órgãos públicos? quantos estão nas ruas? qual o percentual deles fica no trabalho dentro dos quartéis?”, questionou. Segundo ele, o Tocantins não pode virar um faroeste.

Parque Cesamar

Outra discussão levada para a tribuna foi a possibilidade de cobrança para entrada no Parque Cesamar de Palmas. A informação é do deputado estadual  Wanderlei Barbosa (SD). “O Parque Cesamar já tem ideia da Prefeitura (de Palmas) para as pessoas praticarem caminhada terem que pagar e isso nos gera preocupação. Não podemos mais utilizar nem ambiente público feito com o dinheiro dos impostos que pagamos”, disse o parlamentar.

A medida estaria em análise por parte da Prefeitura de Palmas e deve ser anunciada nos próximos dias, segundo ele. “A Prefeitura sempre com a iniciativa de fazer com que as pessoas mais simples paguem para usar os espaços públicos. Cada dia uma surpresa maior. Um prefeito totalmente mercenário”, frisou. Segundo Wanderlei, Palmas é uma das cidades mais caras do País.