Polí­cia

Foto: Ascom SSP Paulo Gomes Figurinha é o acusado do assassinato Paulo Gomes Figurinha é o acusado do assassinato

De acordo com informações repassadas pela Secretaria Estadual de Segurança Pública (SSP), na manhã desta quinta-feira, 29, o acusado de assassinar o empresário Carlos Henrique de Oliveira, continua foragido. Em entrevista ao Conexão Tocantins, o delegado responsável pelas investigações, João Sérgio Kenupp, informou a possível motivação do crime. 

De acordo com Kenupp, na semana passada, a vítima e o acusado do crime, Paulo Gomes de Oliveira, conhecido como "Figurinha", disputaram um jogo de pôquer, quando Carlos Henrique contraiu uma dívida no valor de R$ 120 mil. Carlos teria oferecido o seu carro no valor de R$ 75 mil como parte do pagamento, porém, "Figurinha" não teria aceitado. Após conversa, ambos teriam combinado de acertar a dívida nesta quinta-feira, 29, mas, encontraram-se na Casa de Jogos e decidiram disputar mais um jogo na noite da última terça-feira, quando, então, desta feita, Figurinha perdeu R$ 60 mil após passarem a noite jogando. De acordo com Kenupp, a vítima, então, pediu para que o "Figurinha" abatesse o valor que ganhou na dívida anterior, mas ele não teria aceitado, motivando uma discussão. "Discutiram e na saída o autor disparou nele", afirmou Kenupp. 

Casa Clandestina de Jogos 

Sobre o possível funcionamento de uma casa clandestina de jogos no local do crime, a Secretaria da Segurança Pública (SSP), por intermédio da Delegacia Geral de Polícia Civil, informou que já determinou à Delegacia de Costumes, Jogos e Diversões Públicas que intensifique as fiscalizações e investigações sobre a regularidade de funcionamento de casas onde possivelmente estejam ocorrendo práticas de jogos de azar, para adoção de medidas cabíveis.

Ainda de acordo com a SSP, a promoção e realização de jogos de azar (apostas) são proibidas no Brasil, salvo aqueles legalizados pelo Estado, e são configurados como uma contravenção. Segundo a Secretaria, é uma atividade ilícita e, como tal, deve ser combatida pelas forças de segurança do Estado. "A pena para quem promove jogos de azar é de prisão simples de três meses a um ano e multa. Quem é flagrado participando desses jogos, ainda como porteiro ou apostador, a multa é de R$ 2 mil a R$ 200 mil", segundo a SSP.