Saúde

Foto: Frederick Borges

Com equipe multiprofissional composta por fonoaudiólogos, otorrinolaringologista, assistentes sociais e psicólogos, o Centro de Reabilitação de Palmas (CER) oferece tratamento às pessoas que possuem alguma deficiência auditiva. Somente neste ano, até o mês de outubro, foram contabilizados 499 atendimentos e 280 novos pacientes. Nesta terça-feira, 10 de novembro, é comemorado o Dia de Prevenção e Combate à Surdez e a Campanha Nacional de Saúde Auditiva tem como objetivo conscientizar as pessoas sobre a importância do cuidado com a saúde do ouvido.

A supervisora técnica do CER, Ana Lúcia Barreto Gomes, destaca que o tratamento depende do caso de cada paciente e, entre outras coisas, no local são realizados exames de avaliação da perda auditiva. “A equipe é responsável para avaliar caso a caso e dentro dessa realidade é feito o atendimento adequado, como a terapia fonoaudiológica específica para quem tem perda auditiva”, disse.

Jarcilene Ramos dos Santos descobriu que a filha tinha dificuldade auditiva há 9 anos, quando a menina tinha apenas 6 anos de idade. “Desde quando ela era bem pequena nós desconfiávamos, falávamos com ela e percebíamos que ela quase não dava atenção, tínhamos que chegar perto e tocar, por isso ela foi levada ao médico”, contou.  

A filha de Jarcilene é acompanhada pela equipe do CER de Palmas e desde que iniciou o tratamento a realidade vem mudando. “Hoje ela leva uma vida normal, estuda e inclusive é atleta, pratica corrida e sempre participa de competições em outros estados”, contou a mãe, orgulhosa.

Teste da orelhinha

A fonoaudióloga do CER, Elenice Batista de Lima Costa, aproveita a data para alertar sobre a importância do diagnóstico precoce, feito a partir do teste da orelhinha. Na Capital, o exame é feito no Hospital e Maternidade Dona Regina.

“O teste da orelhinha é o primeiro passo para a identificação precoce da perda auditiva. Quando a criança falha deve realizar uma avaliação completa da audição e essa etapa é feita aqui no CER. O tratamento imediato pode diminuir as consequências para o desenvolvimento da fala e linguagem da criança”, explica.

De acordo com a fonoaudióloga a causa da surdez pode estar relacionada a diversos fatores, genéticos, ambientais ou decorrentes do envelhecimento. Nas crianças, as doenças infectocontagiosas, a exemplo da rubéola, é potencial desencadeadora da perda auditiva. Mas segundo ela há ainda outro fator preocupante: a perda de audição tem se tornado cada vez mais comum entre a população devido a  poluição sonora das ruas, ruídos intensos no trabalho e o som alto que sai dos fones de ouvido ou caixas de som.

“Hoje em dia temos muitos problemas com os jovens por causa de barulhos, fones de ouvido, shows com intensidade de som muito alta. Já vimos casos de traumas acústicos por conta da proximidade de caixas de som”, alertou a fonoaudióloga.