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Foto: Divulgação

Até o próximo dia 29, a Galeria de Artes do Espaço Cultural de Palmas abrigará a Exposição Resgatando a Identidade que reúne 57 imagens
fotográficas que mostram a realidade das Comunidades Quilombolas visitadas pelas equipes da DPE-TO – Defensoria Pública do Estado do Tocantins e foram registradas pela repórter fotográfica Loise Maria e Silva, pelas jornalistas Alessandra Bacelar, Keliane Vale e Rose Dayanne Santana, e
pela ex-estagiária Maryellen Araújo, durante atendimento do Programa “Defensoria Quilombola” em mais de 40 Comunidades do Estado.

Resgatando a Identidade faz parte da Mostra “Consciência Negra - Cores e Lutas”, na qual estão incluídas as esculturas da “Coleção Quilombola”, do
artista plástico Lops. A Mostra é fruto de uma parceira entre a DPE-TO, Superintendência da Igualdade Racial da Secretaria Municipal de Integração
Social e Defesa do Consumidor e Fundação Cultural de Palmas, em alusão Dia da Consciência Negra, 20 de novembro. O objetivo é retratar a luta e a
resistência da população negra no Tocantins e no Brasil, mantendo viva a memória e combatendo o preconceito e toda forma de discriminação da
população negra.

Durante a abertura para visitação ao público, realizada nesta quinta- feira, 12, o secretário municipal de Integração Social e Defesa do Consumidor, Tiago Andrino, destacou a atuação da Defensoria Pública, em especial ao trabalho realizado junto às comunidades quilombolas, e ainda a importância da Exposição. “Temos aqui a oportunidade de ver imagens tão lindas do trabalho da Defensoria Pública, que hoje virou uma obra de arte,
essas expressões, a cara do povo tocantinense muito bem representada nessa exposição, que também tem o foco na cultura negra do estado do Tocantins, com imagens das comunidades quilombolas”.

Presente na abertura da Mostra, Lops explicou como foi a concepção e produção das esculturas, que foram feitas em argila cozida a vácuo junto
com jornais, e é resultado de uma pesquisa  junto à comunidade de Barra da Aroeira, localizada no município de Santa Tereza do Tocantins. São 20
obras, na qual são retratadas a arte, a cultura e o dia a dia da comunidade que ainda guarda muitas tradições ancestrais.

A abertura contou também com a presença do diretor da Fundação Cultural de Palmas, Cícero Belém, da chefe da Assessoria de Comunicação da DPE-TO, Niceia Menegon, da assessora de Relações Institucionais Leide Theóphilo, do superintendente de Igualdade Racial, Nélio Lopes, servidores das Instituições organizadoras da Mostra, e de alunos do Colégio Militar de Palmas.

Defensoria Quilombola

A Exposição “Resgatando a Identidade” traz registros das comunidades quilombolas visitadas e atendidas pelo programa “Defensoria Quilombola”,
realizado pelo NAC - Núcleo de Ações Coletivas, Dpagra – Defensoria Pública Agrária e Nusa – Núcleo de Defesa da Saúde da DPE-TO, e mostra
locais e condições em que vivem, e os arranjos diários para preservar a memória, tradição e ancestralidade, enquanto permanecem à margem das
políticas públicas.

Essa incursão teve início em 2012 na Comunidade Kalunga do Mimoso, município de Arraias, e já percorreu mais de 40 comunidades no Tocantins,
algumas mais de uma vez, levando a Defensoria Pública além das salas e sedes, assegurando o acesso à justiça, integral e gratuito aos
necessitados, promovendo e resgatando a cidadania.

“O Estado do Tocantins possui cerca de 70 Comunidades Quilombolas, entre certificadas, em processo de certificação e comunidades negras
identificadas. Ao vencer as barreiras geográficas que apresenta o nosso Estado, a Instituição colocou Defensores Públicos e Servidores em campo
com o objetivo de tutelar os direitos de todas as Comunidades tradicionais de origem Quilombola, reconhecidas ou em processo de reconhecimento, no
âmbito do Estado do Tocantins. E foram nessas visitas, percorrendo estradas ainda vermelhas de terra, cheias de obstáculos – pontes quebradas, lama, buraco, estradas bloqueadas por fazendeiros, – que a exposição Resgatando a Identidade foi ganhando vida, expressões, cores, formas, retratando os locais e condições em que vivem os quilombolas do Tocantins”, destaca o defensor público-geral, Marlon Costa Luz Amorim.

Na oportunidade, a DPE-TO expõe uma fotografia premiada. A imagem, feita pela repórter fotográfica Loise Maria e Silva, ganhou o XIII Prêmio
Nacional de Comunicação e Justiça, durante o XI Conbrascom – Congresso Brasileiro dos Assessores de Comunicação da Justiça, realizado em junho deste ano em Belo Horizonte.

A imagem traz um encontro, entre o personagem, Miguel Simão, de 84 anos, e um cartaz de um Seminário do Programa “Defensoria Pública” que ele
ilustrava.  O registro desse encontro foi feito durante uma Audiência Pública, realizada no Distrito de Campo Alegre, Paranã. O encontro entre o personagem e o cartaz rendeu novo registro fotográfico, esse momento de integração, ilustrou outra matéria. A imagem foi escolhida para concorrer
ao Prêmio por representar, além da simplicidade, toda a convergência do trabalho realizado pela DPE-TO, relacionada ao acesso à justiça e publicada em canais da Instituição.

Por: Redação

Tags: Defensoria Pública, Espaço Cultural