Polí­tica

Foto: Elza Fiúza

A ministra da Agricultura, senadora Kátia Abreu, participa na próxima quinta-feira, 26, em Palmas do Seminário Planejamento, Inovação, Ciência e Tecnologia para o Matopiba. O Seminário, previsto para iniciar-se às 9 horas no auditório do Cuica (UFTO) é uma realização do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento/Delegacia Estadual do Ministério da Agricultura e parceria de sete outras instituições. O encontro prevê a apresentação do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia do Matopiba, e palestras sobre a criação de Sistema de Inovação para o Matopiba: Responsabilidade Social e Desenvolvimento, Pesca e Aquicultura: Novos Rumos e Área Irrigável e Potencial Produtivo do Estado de Tocantins.

A ministra participa do Seminário menos de uma semana após missão oficial na Europa e Ásia onde além de viabilizar a abertura do mercado para a carne bovina nos países árabes, revertendo o embargo ao produto brasileiro, num comércio de cerca de R$ 600 milhões/ano, conseguiu autorização para instalação de 24 indústrias de carne brasileira na China e 18 no México.  Ao ministro da Agricultura do Reino da Arábia Saudita, Abdulrahman Al Fadhly, Kátia Abreu afirmou que o governo brasileiro voltou atenção especial ao Matopiba desde a publicação do decreto – assinado em maio deste ano pela presidente Dilma Rousseff – que delimita a área territorial da região.

A Ministra também apresentou o potencial e as oportunidade de investimento no Matopiba a grandes tradings e empresas voltadas para o ramo de alimentação na Arábia Saudita: Almunajem, Arasco e Salic. “Acompanhar de perto essa região e seus produtores se tornou uma política de Estado”, afirmou a ministra. “Trata-se de uma das últimas fronteiras agrícolas em franca expansão no Brasil e no mundo. Estamos muito animados e otimistas com o Matopiba, que já responde por 10% de toda a produção nacional de grãos”, completou. Kátia Abreu também mostrou aos árabes o potencial do Matopiba para a criação de peixes destacando o novo Centro da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) no Tocantins, voltado para a pesca e aquicultura. “O país poderá sair da condição de importador para exportador”, assevera a Ministra.

Na mesma missão, a Ministra apresentou em Abu-Dhabi, as oportunidades de investimento no agronegócio brasileiro à holding emirática Aldahra, especialmente do Matopiba (formada por Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia), conseguindo do vice-chairman Khadim Al Darei a afirmação de que enviará uma missão técnica da empresa ao Brasil.

A missão árabe vai identificar as oportunidades de investimento e os produtos agropecuários de interesse da empresa, líder nos Emirados Árabes Unidos em importação de arroz. A Aldahra é um fundo de investimentos que também atua na comercialização, operação e produção de rações e alimentos como farinha, frutas e vegetais, além de arroz. A holding, que pertence ao sheik Hamdan al-Nahyan, é grande re-exportadora para mais de 20 países árabes. A missão árabe deve vir prospectar o Matopiba a partir de janeiro do próximo ano. O mesmo trabalho de apresentação do Matopiba foi feito pela ministra Kátia Abreu a empresários chineses.

O Matopiba

O Matopiba se consolida como uma região estratégica para atender aos mercados interno e externo. A região abrange 337 municípios e é formada por partes dos estados do Maranhão (33%), Tocantins (38%), Piauí (11%) e da Bahia (18%). O território foi responsável por 10% da produção das 209,5 milhões de toneladas de grãos na safra 2014/2015. A produção de grãos da região cresceu 1,3 vezes mais do que a produção total brasileira nas últimas 25 safras e 4,8 vezes mais  nas últimas três safras.

São 73 milhões de hectares, sendo 60  milhões em áreas disponíveis para atividades produtivas. A área do Matopiba foi delimitada oficialmente pelo Decreto 8.447, de 6 de maio de 2015. A Agência Matopiba que deve ser criada para viabilizar a região, tem como prioridades o desenvolvimento e aumento da eficiência da infraestrutura logística, apoio à pesquisa, tecnologia e inovação voltados às atividades agrosilvopastoris e ampliação e fortalecimento da classe média no setor rural.

Dos 250 mil e 238 estabelecimentos rurais da região com diversos tipos de exploração (5,7% do total do país), cerca de 200 mil são considerados muito pobres, situados na classe E, com rendimentos entre 0 e dois salários mínimos. Na Classe D (pobres) estão 35 mil propriedades (com renda de dois a 10 salários mínimos) e na Classe C (média) estão 14,4 mil estabelecimentos (renda de 10 a 200 salários  mínimos). Nas Classes A/B (alta) o IBGE registra apenas 1.051 estabelecimentos, com renda acima de 200 salários mínimos. “Temos que levar os produtores das classes E e D para a classe C”, diz a ministra Kátia Abreu.

Programação

Data: 26/11/2015 (quinta-feira) – 9h as 13h

9h00

9h30

9h45

10h45

11h10

11h35

12h15

Abertura

Ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento - Kátia Abreu

Apresentação do instituto Nacional de Ciência e Tecnologia do Matopiba (INCT – Matopiba)

- Professor Doutor Waldecy Rodrigues – Pró-Reitor de Pesquisa e Pós-Graduação da UFT.

Criação de Sistema de Inovação para o Matopiba: Responsabilidade Social e Desenvolvimento - Professor Vanderlei Bagnato – Professor USP

Pesca e Aquicultura – Novos Rumos

- Carlos Magno Campos da Rocha – Chefe da Embrapa Pesca e Aquicultura

Área Irrigável e Potencial produtivo do Estado de Tocantins

- Marcelo Cabral Santos -  Diretor de Infraestrutura, Logística e Geoconhecimento MAPA

Abertura para perguntas (será distribuído nas pastas fichas para perguntas dirigidas a cada participante) as recepcionistas recolherão as fichas e será feita triagem de 3 perguntas para cada os participantes.

Encerramento

Ministra Kátia Abreu

Atendimento à Imprensa

Ao Final será servido um Brunch para os participantes

Por: Redação

Tags: Auditório Cuica, Kátia Abreu, Matopiba