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O vereador professor Júnior Geo (PROS) repercutiu durante a sessão ordinária da Câmara de Palmas nesta terça-feira, 1º de dezembro a denúncia protocolada no Ministério Público Federal (MPF) pelo presidente do Conselho Municipal de Previdência (CMP) do Instituto de Previdência Social do Município de Palmas (PreviPalmas), Antonio Chrysippo de Aguiar. “A atual gestão está brincando com o futuro de 10 mil servidores do município”, disse.

Segundo o que foi apresentado por Júnior Geo, consta no demonstrativo do Tribunal de Contas do Estado (TCE) – Análise de Defesa número 232/2015 – uma desvalorização e perda de R$ 26.362.402,44 de ativos do PreviPalmas, ao contrário do que apresenta o Diário Oficial de Palmas. “Esse dinheiro deveria ser investido na aposentadoria dos servidores. A pergunta hoje é: onde ele foi parar?”, argumentou.

Além disso, o vereador, na ocasião, destacou que o relator responsável pela situação no TCE emitiu um parecer dizendo que a análise do item deveria ser feita por um analista com conhecimento do Mercado Financeiro. Para Júnior Geo, o caso é preocupante, uma vez que a tendência é haver novas perdas. “Se este grande montante já foi perdido, imagino que perdas futuras também podem ocorrer”, avaliou.

Em mãos erradas

Outro questionamento levantado pelo parlamentar, durante a sessão, foi o contrato, sem licitação, firmado com uma empresa, criada há pouco mais de 1 ano, para a administração de R$ 378 milhões do PreviPalmas. “É no mínimo curioso que a única sócia-proprietária da empresa seja uma jovem bióloga de Porto Nacional”, comentou. “Agora pergunto: ela possui conhecimento econômico para gerir este montante?”, questionou, enfatizando que o Executivo Municipal não está preocupado com o futuro dos servidores de Palmas.

Ainda de acordo com Geo, o contrato firmado com a empresa prevê uma remuneração de menos de R$ 1.000,00 por mês, em um período de quatro meses. “Ela aceitou gerir R$ 378 milhões por este valor? Curioso também é que o anterior sócio proprietário era de Florianópolis”, ponderou.

O parlamentar também destacou o desinteresse do atual gestor em nomear um procurador para fiscalizar este contrato. “Ficou acordado com a empresa que ela mesma pode se fiscalizar. O Conselho perdeu sua função, pois todas as atribuições de decisão sobre as aplicações são desta empresa recém-criada”, avaliou.