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Foto: Pedro Barbosa

Os chefes dos executivos estaduais e de províncias, integrantes do grupo de Governadores para o Clima e Florestas (GCF), entre eles Marcelo Miranda, se reuniram nesta terça-feira, 8, com o governador da Califórnia, Estados Unidos, Jerry Brown Jr., durante evento que integra a programação da 21ª Conferência das Partes do Clima (COP-21), em Paris.

A programação teve início com uma reunião reservada dos principais governadores que compõem o GCF. Na conversa, o californiano foi taxativo: o momento é de união para as demandas sejam atendidas. Na oportunidade, os governadores trocaram experiências e apresentaram os projetos realizados e em curso que estão aptos a receberam apoio externo.

Em seguida, os governadores participaram de um encontro público e apresentaram ações inovadoras que estão sendo realizadas com vistas à redução do efeito estufa e da preservação do meio ambiente.

Na ocasião, o governador Marcelo Miranda apresentou as propostas que o Tocantins se comprometeu a realizar para conter a emissão de gases do efeito estufa e o aquecimento do planeta. As propostas integram o MOU Under 2, que é um Memorando de Entendimento, para este fim que foi assinado pelo governo estadual em evento recente em Milão, na Itália.

Dentre as propostas que o governador apresentou está a diversificação da Matriz Energética, redução dos efeitos críticos de seca prolongada na região sudeste do Estado, criação de unidades de proteção, unidades de conservação e incentivo e implantação da política de Pagamentos por Serviços Ambientais (PSA).

“Para a construção das propostas do Tocantins, foram realizadas consultas públicas e workshops sobre Mudanças Climáticas em cinco regionais estaduais, abrangendo os 139 municípios. O nosso objetivo é fazer com que o Estado continue a se desenvolver economicamente, mas de forma sustentável”, explicou Marcelo Miranda.

Em seu discurso, o governador da Califórnia, Jerry Brown Jr., disse que se nada for feito pelos governantes, catástrofes ambientais vão acontecer agora e não num futuro distante. Ele conclamou que todos os presentes a se sensibilizem para adotar medidas práticas e que gerem impacto real na questão do aquecimento global. “Os políticos precisam ter coragem, porque as decisões serão duras para todos. É uma mudança transformadora. As florestas são essenciais, se não contermos o desmatamento teremos um grande problema para o futuro”, disse.

Durante a fala do governador houve um protesto de um grupo de manifestantes que considera as medidas insuficientes para conter as mudanças climáticas no planeta. Apesar do ato, o debate teve sequência com os pronunciamentos dos demais governadores.

A mensagem dos líderes políticos teve um mesmo tom. Os estados e províncias que podem contribuir com a mitigação dos impactos climáticos  exigem uma compensação dos países ricos e não aceitam que o pedido de ajuda seja interpretado como 'esmola'. Para o governador Marcelo Miranda, "sozinhos, os governos, principalmente os da Amazônia legal, não terão condições de fazer tudo que precisa, por isso, quem pode e quem ajudou a aquecer o planeta precisa contribuir também.

GCF

O ano de 2015 é considerado um marco para a integração e participação efetiva do Tocantins no GCF, até então nenhum governador do Estado havia participado dessa agenda. A partir daí foram iniciadas várias ações. O Tocantins já identificou as prioritárias e assumiu o compromisso para a redução da emissão de gases de efeito estufa.

O GCF é uma iniciativa conjunta de Estados e Províncias dos EUA (Califórnia e Illinois), Brasil (Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Mato Grosso e Tocantins), Indonésia (Aceh, Papua, Kalimantan do Leste, Kalimantan do Oeste, Kalimantan Central e Papua do Oeste), Nigéria (Cross RiverState) e México (Campeche e Chiapas), criada com o objetivo de implementar mecanismos de incentivo para a redução de emissões de gases de efeito estufa, do desmatamento e degradação florestal (REDD+) entre seus estados participantes.