Polí­tica

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Durante sessão ordinária desta quarta-feira, 9, o vereador professor Júnior Geo (PROS) questionou a gestão do município de Palmas sobre seu compromisso com os eixos que norteiam a organização social de uma cidade: a saúde, a educação e a segurança pública. Para o parlamentar, os investimentos que o Poder Executivo destinou às pastas para 2016 não será suficiente para garantir o desenvolvimento da Capital.

Na ocasião, Geo destacou o recente assalto ao Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia do Tocantins (IFTO). Segundo ele, o fato ocorreu devido à existência de uma avenida que facilita o acesso dos bandidos à instituição. “Ali existe a Av LO 5A que intermedia este tipo de ação criminosa. Ela dá acesso à quadra de esportes, mas não pertence à entidade”, explica. “Questionei a gestão ao longo de meses sobre a situação, mas nada foi resolvido e hoje não tem como evitar o ir e vir por aquela avenida”, ressalta.  Ainda segundo o vereador, os problemas de segurança no IFTO são corriqueiros.

Outro fator questionado pelo parlamentar foi a atuação da Guarda Metropolitana. Júnior Geo reconheceu na ocasião que a responsabilidade é do Estado com a Polícia Militar, mas enfatizou que o município precisa se posicionar em prol dos cidadãos, uma vez que a criminalidade na Capital só tem aumentado. “Quando falamos sobre segurança, logo a bola é passada para a PM. Sei que o Estado é o principal responsável, mas a vida de cidadãos palmenses está em jogo”, pondera.

Orçamento para saúde e educação

O vereador falou ainda, na oportunidade, do orçamento previsto para a saúde e a educação do município na Lei Orçamentária Anual de 2016. De acordo com ele, há um corte de aproximadamente R$ 88 milhões. “Para o próximo ano, está previsto R$ 188 milhões para a pasta. Sendo que R$ 70 milhões são dos recursos federais, R$ 11 milhões do Estado e R$ 11 milhões de emendas parlamentares”, detalha.

Deste valor, segundo Geo, R$ 96 milhões que completam o montante são de responsabilidade do município que já se comprometeu a pagar as progressões atrasadas e insalubridade dos servidores. Entretanto, a soma do que já havia sido combinado era de aproximadamente R$ 120 milhões, o que leva o parlamentar a questionar como a gestão cumprirá este compromisso. “As contas não batem. Principalmente quando vemos que o que é voltado a custeio também aumentou”, continua.

Para a educação também não há previsão dos investimentos garantidos pela gestão neste ano, conforme esclarece Júnior Geo. Ele pontua que em 2015 alunos e professores já sofreram com falta de repasse à merenda e que provavelmente em 2016 não será diferente. “Foi afirmado que o dinheiro custearia toda a climatização e a gratificação atrasada dos professores. Mas temos redução e contas atrasadas, inclusive de energia”, diz. Na oportunidade, o vereador concluiu que continuará investigando as necessidades da educação de Palmas.