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O cadastro da Justiça Eleitoral já conta com mais de 36 milhões de registros biométricos, que é a identificação dos eleitores por meio de suas digitais. A biometria é uma tecnologia que confere ainda mais segurança à identificação do eleitor no momento da votação, tornando praticamente inviável a tentativa de fraudar a identificação do votante. Acoplado à urna eletrônica, o leitor biométrico confirma a identidade de cada cidadão por meio de impressões digitais únicas, armazenadas em um banco de dados da Justiça Eleitoral.

De acordo com o secretário de Tecnologia da Informação (TI) do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Giuseppe Janino, a biometria é uma evidência do compromisso da Justiça Eleitoral em prover melhoria contínua no processo de votação, que desde as eleições municipais de 2000 é totalmente informatizado. “A biometria dá maior credibilidade, à medida que, no momento da identificação na seção eleitoral, se garante que é o mesmo eleitor que fez o seu registro, ou seja, evita-se a possibilidade de uma pessoa se passar por outra, considerando que não existem duas digitais no mundo”, destacou o secretário.

Giuseppe ressalta que o cadastro eleitoral brasileiro é o maior da América Latina e também um dos mais confiáveis, justamente pela adoção de métodos de garantia de unicidade e unificação do cidadão e integridade dos dados. Ele explica que, com  a identificação biométrica, é possível introduzir um elemento extremamente preciso, no sentido da individualização, por meio do sistema AFIS (Automated Fingerprint Identification System), que verifica as minúcias digitais de cada indivíduo e compara com todos os outros que estão no banco de dados. “Com essa comparação, nós conseguimos garantir a unicidade do cidadão naquele universo. Com isso, nós introduzimos muito mais precisão neste cadastro, que  já tem um alto grau de confiabilidade”, pondera.

A biometria está sendo implantada gradativamente desde as eleições municipais de 2008 e já foi concluída em Alagoas, Amapá, Sergipe e no Distrito Federal. A etapa 2015/2016 da coleta biométrica envolve municípios de 23 estados brasileiros.

Abstenção

Nas eleições de 2014, dos mais de 20 milhões de eleitores de 704 municípios do país aptos a serem identificados pelas digitais, pela primeira vez em uma eleição geral, aproximadamente 18 milhões compareceram às urnas.

Nesses locais, o número de abstenção no primeiro turno do pleito teve redução de 4,83% em relação ao mesmo período das eleições de 2010. A Justiça Eleitoral registrou 12,79% de abstenção em 2014 contra 17,62% em 2010, quando os eleitores dessas cidades ainda não contavam com a biometria. Já no 2° turno, 14,17% dos eleitores aptos não compareceram para votar no ano passado. Em 2010, no mesmo período, 21,39% deixaram de votar, ou seja, houve redução de 7,23% nas abstenções.

“À medida que se promove um evento de cadastramento, se faz uma espécie de higienização no cadastro por meio da seleção própria do chamamento do indivíduo para fazer o cadastramento e, posteriormente, após a unificação, eliminam-se as duplicidades”, esclarece o secretário de TI do TSE.

Aprovação

O emprego da biometria nas Eleições Gerais 2014 recebeu média 9 pela maioria dos eleitores brasileiros, de acordo com pesquisa encomendada pelo Tribunal Superior Eleitoral para avaliar o pleito do ano passado. O uso da tecnologia causou impressão positiva em vários lugares onde foi colocada em prática, sendo relacionada a uma ampliação da segurança do sistema de votação.

Dos entrevistados sobre o tema em todas as regiões do País, 51% atribuíram ao desempenho da biometria as três notas mais elevadas (8, 9 ou 10). Desse total, 30% declararam estar plenamente satisfeitos e deram nota 10.

Acesse aqui a íntegra da pesquisa.