Saúde

Foto: Frederick Borges Webconferências objetivam reforçar a importância da realização de ações de mobilização social em cada localidade Webconferências objetivam reforçar a importância da realização de ações de mobilização social em cada localidade

Com o intuito de atualizar os profissionais de saúde que atuam nas unidades da Atenção Primária dos 139 municípios sobre zika e microcefalia, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) realiza a partir de segunda-feira, 25, às 14 horas, webconferências sobre prevenção, características, fluxo de atendimento e acompanhamento de casos.

Ao todo, serão realizadas cinco webconferências e cada município é responsável pelos pontos de conexão com internet para acesso a ação. As webconferências são abertas aos profissionais que atuam nas Unidades de Saúde da Família (Estratégia Saúde da Família e Estratégia Agentes Comunitários de Saúde), unidades especializadas e hospitais municipais e estaduais.

“Estamos reforçando também o convite aos gestores municipais para que eles estejam cientes da necessidade de organização dos serviços municipais”, reforça a gerente estadual da Dengue, Febre Amarela e Febre de Chikungunya, Christiane Bueno.

Webconferência

Nas webconferências, os técnicos da Sesau que atuam nas áreas da Atenção Primária, Atenção Especializada, Vigilância em Saúde e Vigilância Epidemiológica abrirão espaço para elucidar dúvidas dos profissionais dos municípios e irão discutir casos recebidos pelas unidades por meio de chats.

“Serão apresentadas considerações acerca da zika e microcefalia, dados epidemiológicos do Estado e como a rede pública de saúde está organizada para atender o público alvo prioritário (gestantes e crianças), além de reforçar a importância da realização de ações de mobilização social em cada localidade para controle do mosquito Aedes Aegypti”, ressalta o técnico da Área Estadual Saúde da Mulher, Rogério Carvalho Figueredo.

O técnico explica ainda que as webconferências foram planejadas por viabilizarem de forma mais rápida e por minimizar alterações na rotina de trabalho dos profissionais, e facilitar a interação entre os técnicos da Sesau e os profissionais dos municípios. “Por se tratar de um caso inusitado sem padrão epidemiológico plenamente conhecido e da necessidade de articular rapidamente um momento de atualização dos profissionais que trabalham nos serviços primários do Sistema Único de Saúde (SUS), optamos por esta metodologia de conferência que nos permite disseminar informações de uma forma interativa e rápida”, explica.

Zika e microcefalia

A zika é uma doença febril causada por um vírus transmitido pela picada do mesmo vetor da dengue, o Aedes aegypti. Trata-se de uma doença com sintomas que podem durar de três a sete dias e que ainda não possui vacina.

No Tocantins, 12 casos de zika foram confirmados durante todo o ano passado. Os principais sintomas da doença são febre baixa, dores nas articulações das mãos e dos pés, dor de cabeça, tosse, enjoo e vômitos.

Segundo o boletim de monitoramento de microcefalia, malformação congênita causada por diferentes fatores, desde substâncias químicas e agentes biológicos (infecciosos), que foi divulgado pela Sesau no último dia 18 de janeiro, há 67 casos de microcefalia em monitoramento para investigação da possível relação dos casos com infecções virais.

Os casos de microcefalia incluídos no monitoramento são submetidos à avaliação de uma comissão médica e observa critérios definidos por protocolo elaborado pelo Ministério da Saúde para investigação da possível relação do zika vírus com os casos. O tamanho do crânio igual ou inferior a 32 centímetros é apenas um dos critérios observados nos bebês que fazem parte do monitoramento.