Polí­tica

Foto: Divulgação

Pesquisa mostra que 76,4% prefeitos dos 5.568 Municípios brasileiros podem se candidatar à reeleição nas próximas eleições municipais, em 2016. O presidente da Confederação Nacional de Municípios (CNM), Paulo Ziulkoski esclarece que estes dados fazem parte de um novo estudo para melhor conhecer o cenário de reeleições no Brasil produzido pela área de Estudos Especiais da entidade. Vale ressaltar que estas serão as últimas eleições com reeleição para os cargos do poder executivo (prefeitos e vice-prefeitos). Este é apenas o primeiro de uma série de estudos e pesquisas com a temática de eleições que serão publicados pela CNM neste ano eleitoral.

Ziulkoski cita que deste período até 2012, alguns movimentos interessantes existiram. Nas primeiras eleições com reeleição, em média, 58% dos que pleiteavam a continuidade no governo obtiveram sucesso. Entretanto, na última eleição, em 2012, esta média caiu bastante. Isso provocou um aumento na quantidade de cidades que podem reeleger seus mandatários nas próximas eleições. “Para 2016, o maior número de prefeitos que podem tentar a reeleição está na região Nordeste”, adianta.

No Tocantins dos 139 prefeitos, 86 % estão aptos a se reelegerem, conforme mostra o estudo. Os gestores das principais cidades do Estado vão buscar reeleição como é o caso do prefeito de Palmas, Carlos Amastha (PSB), de Araguaína, Ronaldo Dimas (PR) e de Gurupi, Laurez Moreira. Dentre todos os estados o Tocantins é o terceiro do País com o maior número de gestores que podem se reeleger ficando atrás apenas do Amapá (100%) e Sergipe (88%).

Proporção

O presidente da CNM explica que quando a análise é feita proporcionalmente ao número de Municípios de cada região é possível perceber em qual delas há maior possibilidade de manutenção da atual gestão. Na região Centro-Oeste, 80% dos gestores podem tentar a reeleição. Enquanto no Sul do país, 72,8% terão essa possibilidade.

Analisando cada um dos Estados da federação, a maioria poderá manter, em média, 80% dos gestores locais após as eleições municipais. Ziulkoski cita como fato interessante o que ocorreu no Estado do Amapá que teve, em 2012, a troca completa dos governos locais e, por isso, pode reeleger 100% dos prefeitos. A pesquisa mostra qie os Estados com maior potencial de mudança dos gestores municipais são o Rio de Janeiro e o Rio Grande do Norte.

Características

Outro dado interessante destacado por Ziulkoski trata dos possíveis candidatos à reeleição em 2016: a grande maioria é formada por homens. A região Nordeste é a que se destaca com 17% dos atuais gestores em primeiro mandato sendo mulheres. Na região Sul há a maior concentração de homens no controle do governo local com possibilidades de manutenção na prefeitura: 91% são do sexo masculino.

Outra forte característica percebida no levantamento é a concentração da idade dos possíveis candidatos à reeleição: dois terços dos atuais prefeitos tem entre 41 a 60 anos de idade. “É importante ressaltar que 269 gestores dos 4.258 que podem tentar a reeleição não tinham data de nascimento disponível e, por isso, não se encaixam em nenhuma das faixas destacadas na tabela 4 abaixo disse. Apenas 62 possíveis candidatos à prefeitura em 2016 tem menos de 30 anos”, conclui o presidente da CNM.