Educação

Foto: Adilvan Nogueira Lideranças indígenas discutem com equipe da Seduc melhorias para as escolas Lideranças indígenas discutem com equipe da Seduc melhorias para as escolas

Uma comissão de lideranças indígenas da etnia Xerente esteve na Secretaria da Educação, Juventude e Esportes (Seduc), nesta quinta-feira, 28, para tratar da organização das escolas para o início do ano letivo que ocorrerá no próximo dia 15. Dentre os pedidos está a implantação do 3ª segmento da Educação de Jovens e Adultos na Escola Indígena Krasapte que atenderá, inicialmente, 22 alunos.

Na reunião ficou acordado que a equipe da Secretaria fará a organização do quadro de servidores para dar início à turma de EJA e fazer uma vistoria nas escolas, com o intuito de verificar suas condições de funcionamento. Neste início de ano, estão sendo destinados jogos para professores e carteiras às escolas indígenas Xerente.

O secretário Adão Francisco de Oliveira anunciou que está articulando a implantação de um campus da Fundação Unitins em Pedro Afonso, que funcionará, a princípio, com três cursos: Licenciatura Intercultural Bilíngue, Agroecologia e Turismo Patrimonial Socioambiental para atender, especialmente, os indígenas que necessitam de formação superior.

Adão Francisco também destacou a parceria que deverá ser formada com os municípios. “O Tocantins saiu na frente em relação à implantação do Conselho Escolar Indígena. Agora precisamos implementar ações contundentes no sentido de melhorar a estrutura pedagógica das escolas indígenas do nosso Estado, com o intuito de garantirmos aos nossos povos nativos a educação integral e humanizada que o governo do Estado preconiza”, completou.

O professor Rogério Srõne Xerente, membro do Conselho Escolar Indígena, ressaltou a importância do diálogo. “Gostaria de parabenizar o secretário pela atenção que ele está dando aos indígenas. Eu participei de duas reuniões com a presença do secretário. Queremos que as coisas aconteçam, porque queremos contribuir com o desenvolvimento de nossa comunidade, das nossas crianças e a educação é uma arma para garantir os nossos direitos”, explicou.