Polí­tica

Foto: Antônio Gonçalves

O deputado estadual José Salomão (PT) usou a tribuna da Assembleia Legislativa do Tocantins na manhã desta quarta-feira, 24, quando fez uma explanação sobre a magnitude do Projeto Manuel Alves e o seu significado para Dianópolis, sua terra natal, bem como para os municípios da área de abrangência do empreendimento. José Salomão destacou a importância do projeto na produção agrícola irrigada, com a finalidade de alcançar o desenvolvimento socioeconômico da região, através da geração de empregos, criação de agroindústrias e geração de divisas para o Estado.

O projeto irrigado Manuel Alves está localizado no sudeste do Estado, no município de Dianópolis, próximo à cidade de Porto Alegre do Tocantins. A área bruta é de 20.000 hectares, dos quais apenas 5.000 hectares estão plantados nesta primeira etapa. O projeto foi inaugurado em 2008, quando José Salomão era prefeito municipal. Agora, como deputado, ele tem acompanhado as intenções do Governo do Estado de ampliar a área plantada para a capacidade total do projeto. “Com os 20 mil hectares produzindo serão gerados milhares de empregos”, prevê José Salomão. “Hoje, os números são animadores: 260 empregos diretos no cultivo de frutas, podendo ser alcançado o quantitativo de 1.000 empregos, quando todos os lotes estiverem ocupados e em produção”, avalia.

José Salomão estima que, quando o projeto alcançar o seu objetivo de implantação de 20.000 hectares, deverão ser criados cerca de 15 a 20 mil empregos diretos, e outros temporários, principalmente na época da colheita.

O parlamentar destaca que existe também “o potencial de desenvolvimento da piscicultura na lâmina d’água da barragem, o turismo na praia que foi formada e a criação de um polo agroindustrial para processamento das frutas e verduras produzidas dentro do perímetro irrigado”, pontuou. “Concluída a barragem, o que se espera agora é a instalação de uma Pequena Central Hidrelétrica (PCH) em sua estrutura, que será executada pela iniciativa privada”, discursou.

De acordo com José Salomão, na área piloto de irrigação, existem etapas a serem concluídas pelo Governo do Estado e pelo Ministério da Integração Nacional. Da área de irrigação, por exemplo, que totaliza 3.792ha de área útil do projeto, faltam ser instalados cerca de 750 hectares de equipamentos de irrigação; complementação da drenagem e obras complementares, como a cerca do projeto, pórtico de entrada, centro administrativo, galpões de oficinas, casa da Adapec (proteção sanitária), stop-log, caixas de decantação e proteção de tomadas d’água.

O deputado salientou que, por outro lado, o Dima - Distrito de Irrigação do Perímetro Manuel Alves, que é o representante legítimo de todos os irrigantes e responsável pela gestão administrativa e operacional do Distrito, encaminhou ao governo do Estado, em 24 de novembro de 2015, documento circunstanciado, solicitando que o Perímetro Irrigado Manuel Alves seja incluído no Projeto Regional Integrado e Sustentável - PDRIS, para a instalação de uma Indústria de Beneficiamento e Classificação de Frutas.

Industrialização

Para José Salomão, não resta dúvida que a instalação de uma indústria de processamento na região vai gerar muitos empregos, principalmente para as mulheres, e exercendo um papel fundamental no desenvolvimento socioeconômico da região. “Igualmente, a implantação de uma agroindústria que beneficiará e classificará as frutas colhidas, além de estar aproveitando quase 100% dos frutos produzidos, é essencial para agregar valor à produção, viabilizando, assim, os pequenos e médios produtores”, avalia.

José Salomão destaca ainda, o ganho de ICMS pelo governo estadual. “Sabemos que a comercialização de frutas ´in natura´ goza de isenção fiscal, ao passo que um produto industrializado gerará divisas aos cofres do Estado”, ponderou.

Fundo de Reserva

José Salomão pondera ainda, que, para que os objetivos sejam alcançados, é necessário que o Estado e a União continuem auxiliando financeiramente o Projeto, uma vez que a fruticultura exige um investimento cujo retorno só vem em médio prazo, e como muitas culturas estão em fase de desenvolvimento inicial, o retorno será mais lento. “Desta forma, o êxito do Projeto Manuel Alves depende de recursos para a manutenção, melhoria e reforma dos equipamentos, canais, estradas e demais componentes da estrutura de uso comum do Projeto”, disse.

José Salomão avalia que veio em boa hora, um projeto de lei apresentado pelo deputado estadual licenciado, Paulo Mourão (PT), em 30 de novembro de 2015, que trata da criação do Fundo de Reserva Financeira do Projeto Manuel Alves, estabelecendo a destinação das Receitas Oriundas do Produto da Arrecadação e dá outras providências.

Corredor da Esperança

José Salomão lembrou que o governador Marcelo Miranda, quando anunciou a licitação de 41 novos lotes para ampliação do Projeto Manuel Alves, demonstrou a importância do projeto ao afirmar que “o Tocantins pode se tornar um grande exportador de frutas. Investir em projetos como o Manuel Alves é garantia de crescimento e desenvolvimento não só daquela região, mas de todo o Estado”, frisou.

José Salomão encerrou o discurso reforçando a magnitude e o significado do Projeto e o que ele representa para a região Sudeste, bem como o efeito multiplicador na economia e no desenvolvimento socioeconômico. “Quando pertencia ao Nordeste de Goiás aquela região era denominada de ‘corredor da miséria’, mas que hoje, posso afirmar, com toda convicção, a nossa região Sudeste do Tocantins é o “corredor da esperança”, concluiu.