Polí­tica

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A sessão desta quarta-feira, 24, na Câmara de Palmas, foi marcada pela presença de diversos servidores municipais da Prefeitura de Palmas protestando contra o programa Carreira Justa, projeto que tramita na Casa de Leis. Os servidores reclamam que o programa não atende as perspectivas de equiparação salarial, uma vez que algumas categorias não estão sendo contempladas, a exemplo dos profissionais de nível superior. Alguns vereadores criticaram a gestão de Palmas. O vereador Júnior Geo (Pros) chegou a dizer que a máscara da gestão está caindo. 

Os servidores também questionam a suspensão do auxilio alimentação para um grupo de cerca de mil servidores por conta reajuste da data base, o que fará com que os salários ultrapassem o teto delimitador para receber o benefício. Antes da sessão plenária, os parlamentares receberam os servidores para ouvir suas demandas e, em seguida, já no plenário, comentaram a situação.

O vereador Joaquim Maia (PV) ressaltou que o projeto do Carreira Justa da Prefeitura de Palmas precisa corrigir as distorções de salários entre as categorias. Ele lembrou que a Prefeitura de Palmas fez uma festa para anunciar o programa aos servidores mas que, agora, no momento de colocá-lo em prática, apresenta uma proposta injusta. “Existe uma distorção enorme nos salários dos nossos servidores. O que nós temos é a indignação, é a revolta por parte dos servidores”, disse. O deputado ainda disse que o projeto foi apresentado na Câmara de Palmas pelo poder executivo mas não contempla o que foi colocado como uma carreira justa. 

Para Júnior Geo (Pros), o projeto necessita de R$ 27 milhões para tentar resolver o início do problemas, mas foram disponibilizados apenas R$ 6 milhões. "Quando se convocou os servidores para lançar o Programa Carreira Justa é como se a solução para equiparação salarial fosse ocorrer. [...] A dança é para fantasiar os olhos de quem vê. A sereia canta mas quando ela leva para debaixo da água todo mundo sabe o que acontece. [...] Promete carreira justa e disponibiliza R$ 6 milhões, a diferença é grande. Me deparei com pessoas que dizem que o País está em crise, o Estado está em crise, mas o letreiro de R$ 1 milhão está na margem da rotatória", disse o vereador, referindo-se aos 12 painéis eletrônicos móveis contratados pela Prefeitura de Palmas por mais de R$ 1 milhão/ano. "Dinheiro existe, o bom uso do dinheiro é outra história", criticou. Geo ainda disse disse que a máscara da gestão do prefeito está caindo. "Você não consegue enganar a vida inteira. A máscara está caindo", finalizou. 

Já o vereador Lúcio Campelo (PR), informou que em três anos da gestão Carlos Amastha, a receita líquida de Palmas cresceu quase R$ 400 milhões. "Aí eu pergunto: Aí eu pergunto a vocês funcionários e sociedade palmense, cadê esse dinheiro?! Aondefoi colocado esse dinheiro?! Dinheiro não faltou mas pode ter certeza que esse dinheiro está no bolso de alguém, ele não está disponível nos cofres públicos para atender os anseios e necessidades de vocês", acusou o vereador, continuando: "Lá na Secretaria de Infraestrutura estão proibindo os funcionários de comerem lá dentro. Tiraram, cortaram a marmita, mandaram 500 funcionários, pais de família, que trabalhavam de varrer rua, embora. Cadê o dinheiro dessa cidade?!", indagou. 

Iratã Abreu (PSD) defendeu a ampliação do auxilio-alimentação para todo o funcionalismo municipal, independente de faixa de subsídio.

Os vereadores suspenderam a sessão para uma nova rodada de negociações com os representantes dos servidores. Desta vez, contando com a presença do secretário de Planejamento e Gestão, Alan Barbiero.