Estado

Foto: Divulgação

Na noite dessa segunda-feira, 29, após reunião com o Governo do Estado e o Sindicato dos Profissionais em Enfermagem do Estado do Tocantins (Seet), o secretário de Administração Geferson Barros teria sido coagido pelos servidores manifestantes que estavam acampados na entrada da Secretaria Estadual de Administração (Secad). 

Segundo o Boletim de Ocorrência registrado pelo secretário, cerca de 60 pessoas participaram da ação. Segundo relatou Geferson, os manifestantes chutaram o seu veículo e também o xingaram de "vagabundo, ladrão, pilantra, safado e corrupto".

Na manhã desta terça-feira, 1º de março, o Seet divulgou nota de esclarecimento e ressaltou que “estes profissionais que estão há 29 dias de greve são pais e mães de famílias que estão diante de uma dificuldade financeira jamais vivenciada pelos colegas, pois o Governo do Estado está em débito com os profissionais desde que assumiu a atual gestão”, afirma a nota. 

Ainda de acordo com o Sindicato, mesmo em constante busca por diálogos e negociações, o secretário de Administração não apresentou nenhuma proposta para categoria, alegando que “não faz negociações com grevistas”.

Diante destes fatos, o Seet manifestou repúdio a toda e qualquer forma de agressão e afirma que tal conduta não condiz com o movimento. Segundo o sindicato foi uma profissional de enfermagem que perdeu o controle e agrediu verbalmente o secretário, devido ao grande estresse e dificuldades financeiras que a mesma vem vivendo. 

Confira abaixo a nota na íntegra do sindicato.

Nota

O SEET – Sindicato dos Profissionais da Enfermagem vem a público se manifestar com relação ao ocorrido na noite desta segunda-feira, 29, em frente a SECAD com o secretário de administração, Geferson Oliveira Barros.

Cabe primeiramente ressaltar que estes profissionais que estão há 29 dias de greve são pais e mães de famílias que estão diante de uma dificuldade financeira jamais vivenciada pelos colegas, pois o Governo do Estado está em débito com os profissionais desde que assumiu a atual gestão, além disto este mesmo recurso foi oferecido aos profissionais uma linha de crédito específica para ser sanado mediante pagamento, por parte do governo, dos retroativos de insalubridade, adicional noturno e progressões, o que não vem ocorrendo.

Com isso, muitos dos profissionais de enfermagem, que em média recebem 1.200,00 (um mil e duzentos reais), estão tendo que arcar com parcelas de mais de 700,00 (setecentos reais), sem contar aqueles que estão com os nomes sujos e vendo a sua dívida crescer todos os dias.

Queremos ressaltar ainda, que incessantemente esta entidade vem buscando o diálogo e a negociação destas demandas junto aos gestores desde que o movimento se iniciou, contudo, de forma intransigente o Secretário de Administração não apresentou nenhuma proposta para categoria, alegando que “não faz negociações com grevistas”.

Com relação ao lamentável episódio da noite desta segunda-feira, 29, tínhamos agendada uma reunião com o Secretário da Administração para tratar da nossa demanda, contudo, mais uma vez o gestor da pasta informou não ter condições de apresentar nenhuma proposta para os profissionais e ainda se recusou a negociar com a categoria enquanto persistir o movimento grevista.

Com isso, após a finalização da reunião, a Diretoria do SEET estava repassando aos profissionais o que havia ocorrido, quando o secretário de administração foi recebido por protestos pelos profissionais que ali aguardavam uma proposta por parte do governo, neste momento uma das manifestantes, infelizmente perdeu o controle e o agrediu verbalmente.

Porém, os demais profissionais que naquele momento se manifestavam contra a forma intransigente do gestor em tratar a pauta da enfermagem, foram até o carro para tentar conter a colega.

Diante destes fatos, o SEET vem a público manifestar seu repúdio a toda e qualquer forma de agressão, informando a população que esta conduta não condiz com o nosso movimento e que continuaremos realizando o nosso ato com o respeito e passividade com que sempre tivemos nestes 29 dias.

Contudo, queremos manifestar também a nossa solidariedade a profissional de enfermagem que devido ao grande estresse e dificuldades financeiras que a mesma vem vivendo tomou esta atitude impensada.