Saúde

Foto: Heitor Iglesias

Representantes de 20 supermercados e distribuidoras de alimentos de Palmas participam nessa quarta-feira, 6, às 14h30 de reunião com inspetores da Vigilância Sanitária Estadual e Municipal sobre procedimentos preconizados pelo Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos (PARA), responsável pela avaliação de níveis de resíduos de agrotóxicos nos alimentos de origem vegetal que chegam à mesa do consumidor. A reunião acontece no auditório do Paço Municipal.

Na ocasião os presentes serão orientados sobre diretrizes da RDC nº 24/2015 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) sobre recolhimento e rastreabilidade de alimentos.

A proposta é orientar os supermercadistas e distribuidores de alimentos sobre o funcionamento do programa e a importância de se documentar registros sobre origem dos alimentos comercializados, explica a inspetora sanitária Crislane Bastos.

“É importante que estes dados sejam registrados para auxiliar o Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos a identificar com mais facilidade a origem dos alimentos que apresentarem resultados insatisfatórios nas análises de presença de agrotóxico. Nestes casos, é de responsabilidade da Vigilância Sanitária Municipal notificar os fornecedores de casos insatisfatórios para interrupção do fornecimento até regularização”, completa Crislane.

Amostras

Quando o assunto é consumo de alimentos naturais, o alerta também é apropriado, especialmente, quando são analisados dados Vigilância Sanitária Estadual com base em amostras de abacaxi, abobrinha, alface, arroz, cenoura, feijão, fubá, laranja, maçã, pepino, tomate e uva comercializados por aqui.

Segundo os dados, 35% de amostras dessas culturas apresentavam resíduos de agrotóxicos em desacordo com a legislação vigente. Os dados foram obtidos através de análises do Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos (PARA) do Estado em 2012, último consolidado divulgado.

Ainda de acordo com as amostras, a uva (75%), o abacaxi (67%), a alface (50%) e o pepino (50%) foram os alimentos com maiores percentuais de amostras com resíduos de agrotóxicos em quantidade em desacordo com a legislação brasileira.

Precauções

Apesar das recomendações para adoção de medidas de higiene e desinfecção de alimentos antes do consumo, ainda não há comprovação científica de medidas que comprovadamente garantam a completa retirada de resíduos de alimentos expostos de agrotóxicos. A recomendação à população é dar preferência ao consumo de alimentos de procedência identificada e a preferência pelo consumo de alimentos da época ou produzidos com técnicas de manejo integrado de pragas, que em geral sofrem menor exposição a agrotóxicos.

Por: Redação

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