Polí­tica

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O deputado estadual José Roberto Forzani (PT) divulgou nota nessa quarta-feira, 20, afirmando que o impeachment contra a presidente do Brasil, Dilma Rousseff, é golpe contra os trabalhadores e os mais pobres. De acordo com o deputado, a uma "tentativa golpista da elite retrógrada de tirar uma presidente legitimamente eleita, atitude irresponsável que prejudica a economia e o desenvolvimento do País", afirma. 

Para José Roberto, o objetivo da elite é voltar ao comando do País. "E promover um retrocesso quanto aos direitos adquiridos com muita luta pelos trabalhadores brasileiros. Em nenhum momento da história da humanidade os ricos defenderam a classe trabalhadora e os menos favorecidos, se elas conquistaram direitos, foi à duras penas, travando batalhas que muitas vezes, custaram milhares de vidas", sustenta o deputado. 

O deputado afirma que as pedaladas fiscais, argumento usado para o impeachment "constituíram somente um atraso do governo com os depósitos bancários para instituições financeiras, como Caixa Econômica Federal, que com recursos próprios pagaram em 2014 programas sociais e previdenciários, como o Bolsa-Família, o FGTS e o seguro-desemprego. No entanto, a União já repôs os devidos valores", explicou. Segundo o deputado as "pedaladas foram usadas por outros presidentes; hoje são usadas por governadores e prefeitos, que nunca sofreram punição por isso. Por que só a presidenta tem de ser penalizada? Isso é pretexto para voltar com a política do passado que favorecia só a classe alta e penalizava o restante da população. Se a economia está passando por dificuldades, isso se deve em grande parte à crise mundial e ao radicalismo da oposição e de poderosos que torcem pelo "quanto pior, melhor" a fim de criar um clima prejudicial ao País e produzir justificativas para o golpe", frisou. 

José Roberto diz que a luta continua. "Defenderemos com muito afinco a Constituição, o Estado Democrático de Direito e as conquistas sociais. A luta continua!", finaliza José Roberto. 

Confira nota na íntegra 

Nota à população tocantinense 

A autorização da abertura do processo de impeachment aprovada na Câmara Federal contra Dilma Rousseff na verdade é um golpe que, se concretizado no Senado Federal, será também um golpe sobre os trabalhadores e os menos favorecidos. Eles já vêm sofrendo com essa tentativa golpista da elite retrógrada de tirar uma presidente legitimamente eleita, atitude irresponsável que prejudica a economia e o desenvolvimento do País. Sob a alegação de que foram cometidas pedaladas fiscais por parte do Executivo - mas na verdade em subserviência ao mercado internacional - o objetivo da elite é voltar ao comando do País e promover um retrocesso quanto aos direitos adquiridos com muita luta pelos trabalhadores brasileiros. Em nenhum momento da história da humanidade os ricos defenderam a classe trabalhadora e os menos favorecidos, se elas conquistaram direitos, foi à duras penas, travando batalhas que muitas vezes, custaram milhares de vidas. Não é agora que a elite historicamente conservadora se torna generosa e quer salvar direitos dos que lhe servem com a força de trabalho. Diante dessa tentativa de tomar o poder de maneira ilegal, avisamos que mobilizaremos a sociedade e seus movimentos, recorreremos ao Judiciário, se preciso for, e a todos os meios lícitos para defender e manter o governo nas mãos de quem representa os trabalhadores, a presidenta Dilma e sua base de sustentação. As chamadas “pedaladas fiscais”, argumento usado para o impeachment, constituíram somente um atraso do governo com os depósitos bancários para instituições financeiras, como Caixa Econômica Federal, que com recursos próprios pagaram em 2014 programas sociais e previdenciários, como o Bolsa-Família, o FGTS e o seguro-desemprego. No entanto, a União já repôs os devidos valores. Pedaladas foram usadas por outros presidentes; hoje são usadas por governadores e prefeitos, que nunca sofreram punição por isso. Por que só a presidenta tem de ser penalizada? Isso é pretexto para voltar com a política do passado que favorecia só a classe alta e penalizava o restante da população. Se a economia está passando por dificuldades, isso se deve em grande parte à crise mundial e ao radicalismo da oposição e de poderosos que torcem pelo "quanto pior, melhor" a fim de criar um clima prejudicial ao País e produzir justificativas para o golpe. A atitude golpista fere a soberania popular expressa nas urnas, que deu mais de 54 milhões de votos à presidenta Dilma, e visa a impor o programa conservador das elites com cortes nos projetos sociais, a privatização da Petrobras, o arrocho dos salários, a repressão aos movimentos sociais e a entrega das riquezas nacionais.

Finalizo repetindo o presidente nacional do PT, Rui Falcão: “A infâmia e o golpismo feriram a democracia, rasgando a Constituição com a decisão da Câmara Federal. Não permitiremos que a democracia, conquistada pela luta e a vida de tantos patriotas, seja destruída pelo ódio dos que sempre combateram o protagonismo e a emancipação do povo brasileiro.”

Defenderemos com muito afinco a Constituição, o Estado Democrático de Direito e as conquistas sociais. A luta continua!

Palmas, 20 de abril de 2016.

Zé Roberto Forzani

Deputado Estadual do Tocantins