Polí­tica

Foto: Esequias Araujo

O vereador professor Júnior Geo (PROS) questionou o colega, José do Lago Folha Filho (PSD) nesta terça feira, 26, por manter o posicionamento de faltar às sessões em conjunto com a base aliada do prefeito. Com o cargo de líder de governo e a vice-liderança da Casa de Leis, Folha responde por incompatibilidade, denúncia feita com base no regimento interno da Câmara. O posicionamento pode ser dado até a próxima quarta-feira, 27. “Quem responde por mim, sou eu”, afirmou o então líder.

O descontentamento da base aliada do prefeito é também com a mudança da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) em virtude da dissolução dos blocos parlamentares, que atualmente é composta pela oposição, cujo procedimento administrativo foi assinado pelos próprios vereadores da base que agora se mostram insatisfeitos.

Geo questionou se a iniciativa de retirar os vereadores da sessão para evitar quórum partia do líder de governo, já mencionado pelos colegas como ex-líder, ou do próprio Executivo. Folha afirmou ter no regimento interno o respaldo para não concordar com as decisões tomadas e que a ausência nas sessões era de acordo na bancada governista.

Apesar da fala do colega, Geo disse não concordar que esse seria o entendimento de todos os vereadores da base, pois para ele, manter a pauta trancada por falta de quórum seria, mais uma vez, não representar a sociedade por orientação do Executivo.

Dados da educação

Durante os debates, os governistas apresentaram como positivo o acréscimo de 10 mil alunos na rede municipal nos últimos anos. Em contrapartida, nos mesmos dados divulgaram o aumento de apenas 100 servidores para atender essa demanda. A proporção foi questionada pelo vereador professor Júnior Geo. “Estão querendo chutar o balde do prefeito ou elogiar a gestão? Se você for falar da superlotação das salas de aula, é isso mesmo que tem acontecido na atual gestão”.

Monitores em CMEI's

Júnior Geo denunciou as salas superlotadas, a retirada de professores dos Centros Municipais de Educação infantil (CMEI's), a falta de exigência de qualificação ou experiência para os monitores trabalharem na educação infantil, falta de repasses às escolas, climatização que não teria ocorrido e a promessa de eleição de diretores também não cumprida.

O parlamentar comemorou a ação do Ministério Público Estadual (MPE) solicitando a exoneração dos monitores e a realização de um concurso para ocupar o cargo em até 180 dias. “A luta tem sido longa e tenho o relato de professores que sofrem perseguição por questionar a situação”, lamentou. Seguindo a fala, Major Negreiros (PSB) se posicionou contrário ao MPE e disse que a prefeitura vai recorrer.