Araguaína

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O prefeito de Araguaína, Ronaldo Dimas (PR), explicou durante fala em programa de rádio sobre as denúncias de tentativa de golpe em unidades habitacionais do Programa Minha Casa Minha Vida, destinadas às famílias que estão em situação de risco, ou que estão morando em áreas de preservação permanente (APP) ou em áreas públicas do município. Foi criada uma comissão pela Câmara de Araguaína para apurar possíveis irregularidades na distribuição de 200 unidades habitacionais do programa. 

Inicialmente Dimas ressaltou a colaboração das pessoas em todo o processo de seleção do programa, com transparência em todas as etapas. Segundo o prefeito, no Residencial Costa Esmeralda, foram apresentadas mais de 200 denúncias. Todas as denúncias foram apuradas e aproximadamente 90 pessoas foram impedidas de receber a casa. “Então essa transparência no programa tem sido uma constante, nunca houve transparência tamanha em programas habitacionais aqui em Araguaína como nós estamos fazendo”, declarou. O prefeito ainda explicou que houve a realização de sorteios no Estádio Mirandão, aberto ao público, e a lista dos sorteados foi publicada para que todos pudessem vê-la e qualquer pessoa pudesse apresentar informações ao município sobre aqueles selecionados. "Nesse caso, especificamente, o que aconteceu foi mais uma tentativa de enganar o poder público e, infelizmente, de gente que estava trabalhando dentro da Secretaria da Habitação”, esclareceu o prefeito.

Dimas informou que assim que a denúncia chegou à Prefeitura, imediatamente foi divulgado um comunicado que estava havendo um golpe. O município também abriu um procedimento para investigar as denúncias e as pessoas que estavam envolvidas foram demitidas. “E o que ocasionou a ida nossa ao Ministério Público Federal foi de novo uma mensagem gravada por uma das envolvidas já se autoincriminando, falando que aquilo ali ocorreu e aí, de posse dessa declaração, nós imediatamente levamos ao conhecimento do Ministério Público Federal, que tomou as providências cabíveis”, disse o prefeito.

Segundo Dimas estão querendo imputar a ele a responsabilidade sobre o caso. “É mentira demais o que vem acontecendo. Tentando imputar a mim uma responsabilidade quando de fato o que ocorreu foi que nós tomamos todas as medidas e nós que fizemos as denúncias ao Ministério Público Federal, consequentemente levando ao conhecimento da Polícia Federal”, ressaltou o prefeito em relação às notícias veiculadas nas redes sociais.

Ainda de acordo com o prefeito, a tentativa de fraude foi diante de 200 unidades habitacionais reservadas para as famílias que foram cadastradas em situação de risco, ou que estavam em áreas de preservação permanente ou em áreas públicas. “Então, essas casas, a legislação federal prevê isso, a possibilidade de fazer a realocação dessas famílias”, explicou.

O prefeito informou ainda que os cadastros dessas famílias que estavam dentro destas situações foram suspensos, temporariamente, a fim de que a Prefeitura possa rever e analisar cada um deles. “Infelizmente, fruto desse problema, estamos revendo todos os processos, um por um, para de fato ver se não há alguma pessoa indevidamente contemplada para que não ocorra um engano do poder público”, destacou.

Dimas finalizou explicando aos ouvintes que esse programa habitacional está beneficiando aproximadamente 20 mil pessoas em Araguaína. “E eu fico muito orgulhoso dele, porque é um programa gigante. A gente está atingindo mais de 10% da população araguainense, dando a ela uma segurança, dando a ela o seu próprio teto”, concluiu.

Nota de Esclarecimento 

A Prefeitura de Araguaína encaminhou nota de esclarecimento à imprensa na tarde desta terça-feria, 10. De acordo com a Prefeitura, "mais uma vez, aproveitadores tentam aplicar golpe na população convocando, através das redes sociais, cadastrados no Programa Minha Casa Minha Vida para reunião. A Prefeitura de Araguaína, por meio da Secretaria da Habitação, esclarece que as convocações realizadas pelo Município são realizadas por meios de comunicação oficiais, site e Diário Oficial', informou. 

"A Prefeitura reafirma que o ato é ilegítimo e as medidas legais estão sendo tomadas, inclusive com a comunicação às polícias Civil e Federal", de acordo com nota. (Matéria atualizada às 16h21min)