Economia

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Há um novo tipo de golpe com cartões de bancos acontecendo no Brasil. Nele, a vítima é convencida a entregar o cartão direto aos bandidos e cai em uma armadilha planejada. Em São Paulo, a polícia já prendeu dois homens que estavam comprando R$ 11 mil em bebidas com o cartão de uma mulher. 

Os golpistas se passam por funcionários das operadoras, pedem o cartão quebrado, mas ainda com o chip intacto e a vítima o entrega achando que ele foi inutilizado. Porém, o que realmente acontece é que os bandidos reutilizam o cartão e realizam várias compras.

Primeiro os bandidos ligam para as pessoas e, se passando pela administradora do cartão, dizem que o cartão será bloqueado, porque uma compra de valor muito alto foi realizada. A vítima é questionada sobre a compra que não realizou e é convencida sobre o bloqueio do cartão.

A vítima é orientada a digitar a senha e ao final recebe até mesmo número de protocolo do atendimento e telefone para tirar supostas dúvidas. Depois, os golpistas pedem para ela fazer um corte no cartão em cima da bandeira, deixando o chip sem dano. A instrução também é para que a vítima escreva uma carta a próprio punho solicitando o cancelamento da citada compra. Após, um motoboy é enviado até a residência da pessoa que entrega um envelope com a carta e o cartão de crédito dentro.

Em reportagem, a Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (ABECS) disse que cada banco resolve a situação a sua maneira. A orientação dada pelo coordenador de segurança da ABECS, Henrique Takaki, é para que o cliente fique calmo ao passar pela situação e esteja ciente de que o banco nunca pedirá o número, a senha e o código de segurança do cartão do cliente. Takaki complementou dizendo que se essas informações forem solicitadas, se trata de fato de um golpe.

Tocantins

De acordo com a Delegacia Especializada em Investigações Criminais (DEIC) de Palmas, ainda não houve nenhum registro do crime no Estado. Segundo a gerente de atendimento ao consumidor do Procon Tocantins, Talita Cardial, a primeira orientação é para que o consumidor procure a delegacia mais próxima para fazer o boletim de ocorrência e depois procure o banco para tentar o ressarcimento do dinheiro. “Caso ele já tenha feito esse primeiro e segundo passo, pode se dirigir até ao Procon e nós vamos abrir um procedimento administrativo ou até mesmo fazer um atendimento preliminar ligando no banco e relatando os fatos. Se o banco não resolver o problema dentro do prazo, nós abriremos o procedimento para a audiência de conciliação”, ressaltou.

A gerente disse ainda que, não ocorrendo a conciliação entre a vítima e o banco, o consumidor pode procurar os órgãos judicias para tentar resolver a situação. 

Por: Redação

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