Polí­tica

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O deputado estadual José Roberto Forzani (PT) subiu à tribuna da Assembleia legislativa na manhã desta quinta-feira, 12, para manifestar-se quanto a admissibilidade do processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff (PT), no Senado. “Me perguntaram se eu havia dormido essa noite. Durante todo esse processo golpista iniciado em fevereiro, não deixei de dormir nenhuma noite”, disse.

Para José Roberto, pisoteiam na democracia. O deputado disse a história do Brasil foi repetida e que o impeachment, a qual chama de “golpe, foi liderado pela mídia, pelo poder político e por parte do judiciário com o apoio “daqueles mesmo que apoiaram todos os golpes do nosso País: a OAB, as organizações empresariais, as federações, os comércios... E pisoteiam na democracia, pisoteia no voto popular de 54 milhões para levar o poder aqueles que nas últimas eleições foram derrotados”, afirmou.

Segundo José Roberto, a partir de hoje, o governo do País será comandado por derrotados nas urnas. O parlamentar disse também que o Partido dos Trabalhadores não reconhece a legitimidade do governo liderado pelo vice-presidente Michel Temer. “Para nós é um governo ilegítimo, imoral, que vai, e nós vamos vivenciar isso no próximo período, atacar fortemente as conquistas sociais, as conquistas trabalhistas. Vai levar a governar o País no próximo período os partidos derrotados. Vai estar lá o Democratas, vai estar lá o PSDB, vai estar lá o PSB, vai estar lá o PSC, todos os partidos que não ganharam eleição”, sustentou.

O parlamentar ainda afirmou que o PT e as organizações sociais e de trabalhadores, continuam a lutar. “Nós vamos lutar contra o golpe e contra os ataques as conquistas sociais. Então nós, mesmo com a tristeza, nós não abaixaremos a nossa moral e vamos continuar lutando”, afirmou. 

José Roberto disse que "os trabalhadores desse País sofrerão fortemente a partir desse golpe que está em andamento. Já andou bastante mas ainda não está concluído. Quero registrar aqui hoje a nossa firme oposição ao governo ilegal, imoral e ilegitimo comandado pelo Michel Temer. Vamos ao longo do tempo participar de ativa mobilizações para enfrentar o que vem pela frente", disse. 

A deputada Amália Santana disse que o “tempo é o melhor conselheiro, os brasileiros vão refletir, sei que a classe trabalhadora vai sair perdendo. Pude observar que nenhum dos ministérios anunciados tem uma mulher e a classe feminina também, certamente, vai sair perdendo, Mas vamos aguardar, o tempo vai dizer”, ponderou.