Cultura

Foto: Divulgação

Faltam poucos dias para que Taquaruçu, pequeno distrito da capital do Tocantins, transforme-se na capital do circo no Brasil. O 3º Festival de Circo de Taquaruçu será realizado gratuitamente de 23 a 29 de maio e tem a participação confirmada de mais de 40 atrações do Tocantins, Brasil e da América Latina. Com oficinas e espetáculos diversos nas áreas de música e circo, a programação para este ano está riquíssima, segundo o artista e um dos coordenadores do evento, Kadu Oliviê. “A qualidade artística dos espetáculos e números circenses este ano está surpreendente. Vários artistas premiados nacional e internacionalmente farão esta edição do festival entrar para a história do circo no Brasil”.

Para quem acha que sabe o que esperar quando se fala de circo, o 3º Festival de Circo de Taquaruçu deve surpreender com a diversidade incrível da programação. A começar pelo Hotxuá, dos povos Krahô, que representa a origem do palhaço no Brasil e se apresenta na noite de quinta-feira (26) na Praça Joaquim Maracaípe. O Carroça de Mamulengos (CE), que é referência na trajetória de cultura popular e de circo-teatro e traz para o festival o espetáculo Janeiros na noite de sexta- feira (27). Tem ainda o trabalho contemporâneo do uruguuaio Mauro Cosenza na noite de encerramento, domingo (29). O Circo Lahetô (GO), que é referência em circo social no Brasil. Além de Jean Winder, representante do norte na Escola Nacional de Circo, e outras diversas apresentações para acompanhar na programação como o Nós na Praça, ação social que mobiliza jovens para o esporte, cultura e lazer em Gurupi (TO) e vem pela primeira vez à Palmas na noite de quarta-feira (24).

Espaços para aprender e compartilhar

Adultos e crianças que forem ao festival deverão se encantar com a magia da arte e a interação direta com os artistas através de quase 50 oficinas que promovem esse encontro durante manhã, tarde e noite nos dias do evento. Será a oportunidade de experimentar e brincar com diversas técnicas do mundo do circo, como malabares, tecido, perna de pau, monociclo, entre outras propostas culturais como agrofloresta, dança afro e capoeira.

A artista Maria Gomide, integrante da Cia Carroça de Mamulengos (Juazeiro do Norte-CE), destaca que esse sentimento de encanto e magia é predominante na relação entre os diversos artistas da vida ligada ao circo. “O público precisa saber que o festival é feito por quem acredita na arte e isso faz com que ele seja diferente em relação a outros festivais do Brasil. Somos todos pessoas que dedicam a vida para criar uma arte que seja verdadeira e traduza o maior desejo de nossos corações. Queremos fazer com que as pessoas acreditem como acreditamos que a gente pode viver num mundo mais democrático, igualitário, feliz, que tenha fartura, tenha alegria e momentos de beleza. E que assim todo mundo possa se sentir um artista”.

Para ser realizado o Festival de Circo de Taquaruçu tem a solidariedade dos artistas, da comunidade de voluntários em Taquaruçu e do apoio do público através de financiamento coletivo através da internet.

Festival feito em rede

O Festival de Circo de Taquaruçu é uma realização da Cia Os Kaco e articulado por um coletivo de artistas que realiza outros eventos do segmento circense no centro- norte do Brasil. O coletivo É Só Querê Fazê reúne artistas do cerrado ativos em suas regiões. O Festival de Circo de Taquaruçu, pioneiro no norte do país, acontece de 23 a 29 de maio e integra o circuito independente de programação na região.