Campo

Foto: Lenito Abreu

A primeira etapa da vacinação contra a febre aftosa está em andamento desde o dia 1º de maio, nos 139 municípios do Tocantins. Até o momento, cerca de 50% do rebanho estimado em 8,4 milhões de bovídeos (bovinos e bubalinos) foram vacinados. Os produtores rurais que ainda não realizaram a vacinação devem adquirir as doses em uma das 218 lojas agropecuárias licenciadas na Agência de Defesa Agropecuária (Adapec), até o dia 31 de maio e declarar o ato até 10 dias após a compra da vacina.

O Tocantins tem superado os índices vacinais preconizados pelo Ministério da Agricultura a cada ano. Está em 11º no ranking nacional no número de rebanho e há 19 anos livre da enfermidade com vacinação. “Os produtores rurais estão conscientes do seu papel e da importância de manter a saúde animal, para fomentar ainda mais a economia do Estado, com a abertura de novos mercados”, ressaltou.

O responsável técnico pelo Programa Estadual de Erradicação da Febre Aftosa, Márcio Rezende, alerta o pecuarista sobre a importância de cumprir o prazo e não deixar para última hora a vacinação ou a declaração do rebanho, para evitar transtornos. “A movimentação dos animais só poderá ser feita mediante a comprovação da vacinação e do cumprimento das carências para o transporte de animais”, explicou.

A carência pós-vacinação para movimentação do rebanho é de 15 dias para os que nunca receberam a dose da vacina e sete dias para animais com duas vacinações. Somente estão livres dessa medida os animais com três vacinações comprovadas.  Para comprovar, o pecuarista deve procurar a unidade da Adapec, munido da nota fiscal da compra vacina e da carta-aviso, contendo os dados do rebanho por faixa etária e sexo.

Sanções

A vacinação é obrigatória, portanto, quem deixar de vacinar poderá ser multado em R$ 5,32 por animal e R$ 127,69 por propriedade não declarada, além de ter a ficha cadastral bloqueada. “Após o término da campanha identificamos os faltosos, além de aplicarmos as sanções, realizamos a vacinação acompanhada por nossos técnicos, com isso, asseguramos a sanidade do rebanho”, destaca Márcio Rezende.