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Polí­cia

A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Investigações Criminais (Deic) deflagrou nessa terça e quarta-feira, 31 e 01, a “Operação Bartimeu”, que desarticulou uma quadrilha especializada em furto de equipamentos de clínicas oftalmológicas no Tocantins. Cinco homens foram presos, dois no Tocantins, dois em Goiás e um no estado de São Paulo.

De acordo com a delegada titular da Deic, Liliane Albuquerque, que coordenou as investigações, a Polícia Civil instaurou o inquérito policial em fevereiro deste ano, após serem registradas várias ocorrências de furtos de equipamentos oftalmológicos no estado desde dezembro de 2015.  “Depois descobrimos que, além do Tocantins, a quadrilha atuava em outros cinco estados da federação: Pará, Maranhão, Piauí, Bahia e Goiás”, afirma a delegada.

O delegado adjunto da Deic, Vinícius Mendes, responsável pela operação, conta que parte dos integrantes da quadrilha furtava os equipamentos nas clínicas e os levavam para Marcos V. F. T., 32 anos, em  Cristalândia. Depois, este enviava os produtos a Samir David A. J., 31, em São Paulo. “Samir possui uma empresa especializada na venda desse tipo de produto. Ele vendia os equipamentos roubados através de um perfil em uma rede social”, conta o delegado.

A Polícia Civil suspeita que a quadrilha tenha agido em mais de cinco municípios do Tocantins. “Antes de praticar o crime, eles iam até a clínica, marcavam uma consulta e aproveitavam para verificar o tipo de fechadura e travas das portas dos estabelecimentos. Durante a noite, se deslocavam ao local, arrombavam e subtraiam os equipamentos, em ações curtas que duravam poucos minutos”, completa o delegado Vinícius Mendes.

Bruno M. R., 26, e Lucas C. F. L., 21, foram presos em Goiás; Marcos V. F. T. em Cristalândia (TO) e Rafael M. do V., 35, em Paraíso (TO). Foram cumpridos ainda um mandado de busca e apreensão em Cristalândia, e outro em São Paulo. Neste município, as equipes da Deic e do Gote do Tocantins, além da Polícia Civil de São Paulo prenderam o receptador Samir D. A.  J.. As investigações continuam no intuito de descobrir se houve participação de outras pessoas nos crimes.