Polí­tica

Foto: Cleia Vianna

A pedido do presidente da Comissão de Esporte, deputado federal César Halum (PRB-TO) foi realizada audiência pública nesta quarta-feira (1º) para debater o Programa Atleta na Escola. Criado em 2013 e suspenso em 2015, o programa tem como objetivo, entre outros, incentivar a prática esportiva nas escolas, democratizar o acesso ao esporte, desenvolver e difundir valores olímpicos e paraolímpicos entre os alunos da educação básica, e estimular a formação de atletas escolares.

Halum ressaltou que, em 2014, o Atleta na Escola teve adesão de 44 mil estabelecimentos de quase 4 mil e 800 municípios em todos os estados e no Distrito Federal. Mais de 4 milhões de alunos participaram do programa, o que, segundo o deputado, demonstra a importância do projeto para incentivar o esporte. O republicano manifestou apoio à continuidade do programa.

"Nós aqui da Comissão do Esporte vamos nos debruçar sobre este programa, vamos trabalhar firmemente para que ele não sofra mais solução de continuidade. Nós temos entidades importantes no Brasil que participaram desta audiência pública e que mostraram o seu desejo de serem parceiros nesta luta."

O parlamentar destacou ainda, que o programa tem fundamental importância porque estimula os alunos, permite a identificação de talentos, além de ser um investimento em saúde e segurança pública.

“Esse projeto oportuniza o aluno a praticar uma modalidade como o atletismo e, a partir daí, ter chance de ser detectado como talento para, futuramente, seguir uma carreira esportiva. A cada R$ 1 investido no Programa Atleta na Escola são R$ 3,20 economizados na saúde pois melhora a qualidade de vida dos jovens e R$ 3 de economia na segurança pública em virtude da diminuição da drogadição”, exemplificou.

Para o presidente do Conselho Federal de Educação Física, Jorge Steinhilber, o primeiro passo, que não está contemplado no programa, é adotar a educação física no ensino fundamental, para que a criança seja orientada, desde cedo, em suas atividades motoras. É o que ele chama de alfabetização motora.

"Para eu poder praticar qualquer atividade física, é preciso ter essa coordenação motora, ou seja, é preciso ter essa alfabetização motora. Na verdade, ela não está acontecendo hoje em virtude de a educação física de 1ª à 5ª série, onde a criança inicia todo esse processo, onde toda essa contribuição da atividade esportiva, da atividade física contribui para sua alfabetização, para sua leitura, para sua escrita, para o seu desenvolvimento cognitivo, isso está sendo negligenciado", explicou. 

Jorge Steinhilber se diz favorável ao programa Atleta na Escola, mas defende a adoção de uma política pública mais ampla que favoreça o esporte no País.