Saúde

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Mesmo após o Sindicato dos Servidores em Enfermagem do Tocantins (SEET) notificar o Governo do Estado para regularização do fornecimento de alimentação nos hospitais tocantinenses, o problema continua. No Hospital Regional de Gurupi (HRG) o comunicado expedido nesta última terça-feira, 7 de junho, é de suspensão da oferta de alimentação para servidores e acompanhantes.

O comunicado é assinado pelo diretor geral do hospital, Celso de Alencar Raimundo e informa ser em motivo de problemas de fornecimento com a empresa terceirizada Litucera Limpeza e Engenharia. A prioridade, de acordo com a recomendação, é o paciente. “Esta recomendação está mantida até que a Sesau regularize a situação”, recomendou a diretoria.

Um funcionário que preferiu não se identificar, contou ao Conexão Tocantins que a situação é lamentável. “Os funcionários do hospital que passam horas em pé, cuidando de vidas, um plantão de 12 horas, é inadmissível, além de trabalhar sob forte pressão e falta de profissionais, agora se deparam com esse descaso e total falta de humanidade do governo para com os profissionais e pacientes, não só do HRG mais de todos os hospitais do Estado”, criticou. 

De acordo com o Sindicato de Enfermagem, muitas das unidades hospitalares do Tocantins estão passando pela falta de alimentação desde o sábado, 4 de junho. A falta de alimentação vem causando transtornos nos atendimentos segundo o sindicato. Além de oficiar o governo do Estado o Sindicato oficiou a empresa responsável pela alimentação dos hospitais dando um prazo de quarenta e oito horas para a Litucera prestar os devidos esclarecimentos e restabelecer a alimentação das unidades. Não havendo nenhuma resposta por parte da empresa o Seet informa que adotará as medidas judiciais cabíveis.

O presidente do Seet, Claudean Pereira Lima, disse que a situação é recorrente e que os profissionais não aguentam mais ter que lidar diariamente com a falta de insumos e condições básicas de trabalho. “É inadmissível o Governo do Estado colocar um profissional de enfermagem para trabalhar um plantão de 12 horas sem oferecer o mínimo que é a alimentação”, afirmou. 

O sindicato afirma que, os profissionais de enfermagem que não tiverem acesso às refeições terá o direito de sair por uma hora para almoçar. 

Sesau 

Em nota de esclarecimento, a Secretaria Estadual de Saúde (Sesau), informou que os pacientes internados nas unidades hospitalares do Estado estão com dietas regulares e que está tomando as providências legais para a alimentação dos servidores de plantão do Sistema Único de Saúde (Sus). 

Segundo a Secretaria, o Estado não permite que qualquer empresa prejudique o atendimento e tratamento dos pacientes, "muito menos a rotina de trabalho dos valorosos servidores que têm o direito a alimentação durante os plantões". 

A Sesau informou que a empresa Litucera recebeu em maio do Governo do Estado, o pagamento de R$ 7,5 milhões e que está em negociação com a empres para manter a continuidade dos serviços de alimentação nas unidades hospitalares. "A Saúde ainda esclarece que não há orientação para a liberação de entrada de alimentos nos hospitais, visto os riscos que este ato pode acarretar aos pacientes e pede a compreensão dos servidores face ao momento de crise pelo qual passa o País". (Matéria atualizada às 14h40min)