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A Agência de Defesa Agropecuária (Adapec) participou de discussão sobre restrição da movimentação de equídeos na região sul do Estado, em decorrência de casos de mormo, uma doença infectocontagiosa, causada por uma bactéria, podendo afetar os humanos. A reunião, que ocorreu na terça-feira, 28, em Gurupi, contou com cerca de 80 participantes, entre produtores rurais, criadores de cavalos e representantes do setor.

De acordo com a diretora de Defesa, Inspeção e Sanidade Animal da Adapec, Regina Barbosa, na ocasião foram discutidos os métodos de diagnósticos, os procedimentos sanitários e as restrições de trânsito. “Esclarecemos a situação atual da doença, os meios de transmissão e o controle rígido sanitário exigido para a doença. Os criadores se mostraram conscientes e fizeram algumas solicitações”, ressaltou.

O presidente da Adapec, Humberto Camelo, explica que todas as medidas sanitárias que estão sendo tomadas para o controle, prevenção e combate à enfermidade são preconizados pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e, que as decisões judiciais expedidas pela justiça de cada município estão sendo cumpridas. “Nosso objetivo é priorizar a saúde dos animais e da população, por isso, queremos contar com a colaboração de toda a cadeia produtiva para que o Tocantins fique livre da doença o quanto antes” destacou.

Até o momento, a Adapec realizou em todo o Estado 1.173 exames em animais de 57 propriedades rurais, que resultaram no sacrifício de 24 animais positivos. Não existe cura para a doença, tratamento ou vacinas eficazes. Portanto, o sacrifício dos equídeos é a forma mais eficaz de controle da enfermidade. A Agência alerta ainda que qualquer pessoa que suspeitar de focos ou presença da doença em propriedades pode comunicar, de forma anônima, pelo telefone 0800 63 112.

Sintomas do mormo em animais

Os sinais clínicos mais frequentes em animais incluem tosse, corrimento nasal e febre. Na forma aguda, a morte por septicemia ocorre em poucos dias, com os sintomas de febre alta e calafrios, rinorréia, frequentemente unilateral, amarelo-esverdeada e inflamação dos gânglios laríngeos. Na mucosa das vias aéreas superiores aparecem nódulos e úlceras que se disseminam rapidamente. Os animais emagrecem e morrem, quase sempre, na 2º ou 3º semana da doença. Porém, existem animais assintomáticos, que não apresentam sintomas, mas são portadores da doença, comprovadamente com a realização de exames.

Transmissão

A principal via de transmissão ocorre pelo contato de animais sadios com secreções e excreções de animais doentes, como a secreção nasal e o pus dos abscessos, que contaminam o ambiente, comedouros e bebedouros, tornando-os potenciais focos de disseminação da infecção.