Saúde

Foto: Nielcem Ferandes

Apoiadores do Ministério da Saúde (MS) iniciaram nesta terça-feira, 12, treinamento do Sistema de Registro de Atendimento às Crianças com Microcefalia (Siram) para uso no Tocantins, conforme a publicação da Portaria nº 779, de 20 de abril de 2016 que o institui o programa no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS).  

O Siram registra informações e dados relacionados ao acompanhamento de crianças com diagnóstico de microcefalia para o aprimoramento das investigações epidemiológicas e do acompanhamento em saúde.

De acordo com o gerente de Ciclos de Vida, Rogério Figueiredo, “assim como os demais sistemas, esse veio para auxiliar, para que tenhamos base de dados e possamos intervir com ações, estratégias e políticas que colaborarem com o atendimento dessas crianças, melhorando o acompanhamento necessário”, disse, completando que a partir do momento que receberem a capacitação, os profissionais irão fazer uso do sistema imediatamente.

O público-alvo são técnicos estaduais das áreas da Saúde da Criança, Mulher, Pessoa com Deficiência, Saúde Mental, Saúde da Família/Áreas Estratégicas, Vigilância Sanitária, Atenção Hospitalar do Estado, técnicos da Secretaria de Saúde de Palmas e técnicos do Distrito Sanitário Especial Indígena (Dsei) Tocantins.

A enfermeira da área técnica da Saúde da Criança, Isabela Soares Eulálio, informou que o curso será disponibilizado aos profissionais das redes municipais de saúde. “Também será disponibilizado para os profissionais da Atenção Básica, dos Núcleos de Atenção à Saúde da Família (NASF), dos Centros de Referência em Assistência Social (Cras), Centros Estaduais de Reabilitação (CER) e demais profissionais que fazem o atendimento às crianças suspeitas ou confirmadas com microcefalia”, informou.

O apoiador do Ministério da Saúde, João Batista de Freitas Silva, ressaltou que o sistema está sendo implantado desde o ano passado e falou sobre a dinâmica do acompanhamento. “Faremos o acompanhamento do atendimento da criança suspeita ou diagnosticada com microcefalia, pois precisamos monitorar todo o processo de acompanhamento, para onde ela foi ou vai ser encaminhada. O sistema está aberto tanto para o SUS, quanto para a rede privada. Objetivamos registrar esses atendimentos e melhorar o que está sendo feito, esse é o sentido do sistema”, explicou, acrescentando que os profissionais que farão acompanhamento terão autonomia para inserir informações importantes sobre as crianças monitoradas.

A fisioterapeuta, Larissa Coelho Rodrigues, comentou a importância dessa abertura.  “Os profissionais fisioterapeutas têm um contato muito grande com o paciente. Conseguimos ter uma percepção dos sintomas e algumas características de microcefalia, e tendo essa autonomia de incluir no sistema podemos ajudar na notificação no monitoramento”, disse. O acontece durante toda esta terça-feira, 12, no Laboratório de Informática do Ministério da Saúde (DataSUS), em Palmas.