Polí­tica

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O assunto predominante na sessão desta quarta-feira, 3 de agosto, na Câmara de Palmas, foi a saúde pública em Palmas. O vereador Lúcio Campelo (PR) criticou a Prefeitura de Palmas por atribuir aos servidores das unidades de pronto atendimento e das unidades de saúde da família a culpa pelas deficiências do atendimento a população.

Conforme o parlamentar, por conta desta justificativa expressa em ofício e encaminhada pela gestão ao Ministério Público e à Defensoria Pública, os servidores da saúde estão sendo processados. “O prefeito Carlos Amastha diz que a saúde está boa e que eles (os servidores) não trabalham”, afirmou Campelo. “Olha só a posição colocada pela Prefeitura Municipal de Palmas”, disse.

O vereador defendeu os servidores da saúde, afirmando que são profissionais “todos são comprometidos com a saúde”. E ressaltou que o que falta aos servidores são condições de trabalho para um melhor atendimento à população.

Como exemplo, Campelo citou números da fila de espera por consultas médicas especializadas: 905 pessoas aguardando consulta com reumatologista, cerca de 300 esperando nefrologista, outra 490 aguardando consultas com pneumologista, e 1.489 esperando ser atendidas por um médico do sistema digestivo, além de uma fila de mais de duas mil pessoas aguardando consulta com cardiologista.

O vereador José do Lago Folha Filho (PSD), no entanto, ressaltou as melhorias a saúde do município na gestão do prefeito Carlos Amastha, especialmente com o respeito aos servidores. Conforme o vereador, com o Projeto Carreira Justa a gestão está resgatando uma “dívida de mais de 20 anos do município com os servidores”, pagando progressões e valorizando as equipes técnicas.

Enquanto isso, na opinião de Folha e do vereador Major Negreiros (PSB), é o atendimento da saúde sob a responsabilidade do Governo do Estado o que está gerando a crise no sistema de saúde. “E o Estado não tem dado a sua parcela de contribuição”, afirmou Folha.

Negreiros ainda justificou a dificuldade do município para contratar médicos para atendimento especializado por falta de  profissionais para atender a demanda