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De acordo com o Sindicato dos Servidores Públicos do Estado (Sisepe/TO), o segundo dia da greve geral dos servidores públicos estaduais foi marcado pelo registro de inúmeras denúncias e ameaças de corte de ponto, remoção de servidores, retirada dos cargos em comissão e das gratificações, além da existência de uma lista que estaria circulando em vários órgãos com o objetivo de arquivar os nomes de todos os servidores efetivos que aderirem à greve. O sindicato informou que as denúncias chegaram até o Sisepe durante todo o dia e vieram de diversas cidades e órgãos estaduais, em especial, o Ruraltins e a Secretaria da Fazenda.

O Sindicato manifestou repudiar com veemência a atitude, segundo o sindicato, dos chefes e do próprio Governo do Estado que estão tentando coibir a participação dos servidores no movimento grevista, impedindo assim de exercer o direito à greve. “Estamos apurando caso a caso e queremos lembrar àqueles que estão tendo esta postura vergonhosa, que a prática de ameaça ao servidor público em exercício do direito de greve, configura assédio moral e pode acarretar em demissão do culpado, nos termos da Lei nº 1.818/2007 (Estatuto do Servidor Público)”, alertou o presidente do isepe, Cleiton Pinheiro.

“Recebemos uma ligação com orientações dos supervisores e superintendentes para que fosse passado um e-mail informando os nomes de todos os que estão aderindo à greve”, contou um servidor público efetivo da Secretaria da Fazenda, que preferiu não se identificar, por medo de retaliação. Segundo ele, os servidores também estão sendo ameaçados de corte da PDAAF, que é a produtividade de desempenho de Atividade Administrativo-Fazendária.

Sobre as ameaças, o presidente do Sisepe informou que o Sindicato está adotando as medidas cabíveis e vai ingressar com ação judicial. “Assim que a ação for protocolada, vamos informar aos servidores e também vamos comunicar o Ministério Público (MPE). O que não vamos permitir é que o servidor seja tratado dessa forma por um Governo que se diz democrático e humano, mas, na prática, age de forma completamente arbitrária e truculenta”, criticou Cleiton Pinheiro.

Novidades Sobre a Negociação

Na manhã desta quarta-feira, dia 10, os grevistas de Palmas estiveram na Assembleia Legislativa para pressionar os deputados estaduais a colaborarem com a articulação do pagamento da data-base. Eles lotaram as galerias do plenário e conseguiram que os presidentes dos Sindicatos fossem recebidos por uma Comissão de deputados estaduais.

Aos Sindicatos, os deputados afirmaram que vão convocar o secretário Geral de Governo e Articulação Política, Lívio Luciano, que também é presidente do Comitê Gestor para que apresente uma proposta a ser deliberada pela categoria e assim, ponha fim à greve. Os deputados também assumiram o compromisso de que, assim que articularem junto ao Governo, entrarão em contato com o Sisepe/TO e os demais Sindicatos para tratar dos avanços na negociação.

Concentrações Continuam 

Na próxima quinta-feira, 11, os servidores continuarão realizando as atividades e entrarão no terceiro dia da greve geral. O Sisepe está organizando e acompanhando as mobilizações em 27 cidades. São elas: Palmas, Miracema, Miranorte, Paraíso do Tocantins, Pedro Afonso, Guaraí, Colinas, Araguaína, Araguatins, Augustinópolis, Tocantinópolis, Porto Nacional, Natividade, Ponte Alta do Tocantins, Xambioá, Piraquê, Gurupi, Alvorada, Palmeirópolis, Paranã, Peixe, Araguaçu, Formoso do Araguaia, Sandolândia, Taguatinga, Dianópolis e Arraias.

Para conferir os locais de concentração em cada uma delas, acesse http://www.sisepe-to.org.br/greve2016/.

Segundo o Sisepe, em Tocantinópolis, haverá programação especial. A partir das 8 horas, os servidores realizarão uma “Caminhada contra o Calote”, junto com demais servidores em greve das outras categorias. A caminhada vai sair da Sede dos Pioneiros Mirins, mesmo local onde os servidores estão concentrados durante a greve.

Dimensão da Paralisação

Além das 27 cidades nas quais o Sisepe está com diretores acompanhando a greve, o Sindicato também tem recebido fotos e depoimentos que relatam a adesão dos servidores das seguintes cidades: Aurora do Tocantins, Lavandeira, Ananás, Filadélfia, Colméia, Wanderlândia, Porto Alegre, Novo Jardim, Combinado, Nova Olinda, Fátima, Silvanópolis, São Valério, Brejinho de Nazaré, entre outras

Por: Redação

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