Saúde

Foto: Nielcem Fernandes A oficina é oferecida pela Hemorrede Tocantins e teve início nesta segunda A oficina é oferecida pela Hemorrede Tocantins e teve início nesta segunda

Os profissionais do Hemocentro Coordenador, Ambulatório de Hematologia, Unidade de Coleta do Anexo Hospital Geral de Palmas (HGP) e Agências Transfusionais do HGP que atuam no processo transfusional, desde a captação de doadores a transfusão de hemocomponentes, estão participando da 8º Oficina de Qualificação do Ato Transfusional. A oficina é oferecida pela Hemorrede Tocantins e teve início nesta segunda-feira, 15, no Hemocentro Coordenador de Palmas.

“Nos como profissionais, distribuidores do sangue, temos que estar capacitados para qualquer eventualidade ou para qualquer resposta quando somos questionados. A oficina é importante na conscientização, aprendizagem do ato transfusional em si, além de conhecer todo o ciclo do sangue. Existe todo um processo, desde a captação do doador até o ato transfusional, e depois temos a hemovigilância, que é acompanhamento desse receptor por um período de pelo menos 24 horas”, explicou a biomédica e uma das facilitadoras da oficina, Heliane de Souza.

A facilitadora alerta ainda sobre a importância de que os profissionais médicos participem da oficina. “Cerca de 240 profissionais já participaram das oficinas, sendo a maioria enfermeiros e profissionais das agências transfusionais, mas os médicos, que são os prescritores, deveriam participar mais”, disse.

A oficina tem carga horária de 20 horas, distribuídas em três dias e com certificação pela Escola Tocantinense do Sistema Único de Saúde Dr. Gismar Gomes (Etsus). Profissionais de saúde dos Hospitais de Porto Nacional, Gurupi e Guaraí já foram contemplados com a oficina, bem como os profissionais que atuam no Hospital Infantil de Palmas (HIP), Hospital da Unimed e Hospital Oswaldo Cruz, em Palmas.

Djaína Araujo, enfermeira no Dona Regina, fala da importância da oficina. “Nós temos que estar sempre nos especializando e acompanhando as mudanças nas normas técnicas, principalmente no processo transfusional, pois é um procedimento que envolve muitos riscos”, destacou.

Flávia Denise, enfermeira do setor da Hemovigilância, trabalha na avaliação dos riscos para que o ato transfusional seja totalmente seguro para o paciente, e lembra que “a Hemovigilância é um serviço novo e está sendo implantado desde fevereiro na Hemorrede com o objetivo de coletar e avaliar informações sobre os efeitos indesejáveis ou inesperados da utilização de hemocomponentes, a fim de prevenir seu aparecimento ou recorrência”.

A médica Cristina Lúcia Martins foi convidada para trabalhar no Hospital Geral de Palmas e vai cuidar da parte transfusional. “Eu espero que esse curso seja a raiz para resolver o problema, pois eu quero poder da atenção aos pacientes que necessitam da transfusão”, disse, acrescentando um alerta sobre os riscos da transfusão. “Você está recebendo algo novo dentro do seu organismo e assim como a transfusão pode salvar vidas, ela pode trazer complicações. Mas felizmente não é o que acontece no Tocantins, que tem 20 anos de trabalho”, afirmou.

A oficina, que se encerra nesta quarta-feira, 17, ofertou 30 vagas e a 9º Oficina será realizada para os profissionais do Hospital e Maternidade Dona Regina entre os dias 22 e 24 deste mês.