Saúde

Foto: Divulgação "Quanto mais cedo a prevenção maior a possibilidade de cura", alerta especialista

O mês de agosto é símbolo da luta pelo incentivo à amamentação e uma das preocupações que a mulher deve ter é com a saúde dos seios. No Tocantins, de acordo com dados repassados pela Secretaria Estadual de Saúde (Sesau/TO), ao Conexão Tocantins, até junho deste ano, já foram registrados 92 novos casos de câncer de mama. O especialista em mastologia, Roberto Grip, alerta para a prevenção precoce. "Quando mais cedo a prevenção maior a possibilidade de cura", diz. 

Dos 92 novos casos deste ano, 45 foram diagnosticados no Hospital Regional de Araguaína e 47 no Hospital Geral de Palmas (HGP). Somando os dados dos dois hospitais, em 2015, o HRA e o HGP diagnosticaram um total de 240 casos, sendo 139 no HGP e 101 no HRA. O Hospital Geral de Palmas e Hospital Regional de Araguaína são os maiores do Estado e, segundo a Sesau, são os responsáveis pelo atendimento aos casos de câncer de mama e por isso, os dados de ambos representam o Tocantins. 

O câncer de mama é o crescimento descontrolado de células da mama que adquiriram características anormais (células dos lobos, células produtoras de leite, ou dos ductos, por onde é drenado o leite), anormalidades estas causadas por uma ou mais mutações no material genético da célula. 

De acordo com o doutor Roberto Grip, é recomendado que a mulher, após o período menstrual, faça autoexame apalpando as mamas. Caso haja a detecção de algum nódulo, secreção, ou note algo estranho, a mulher deve procurar um especialista. Mas o alerta é que a mulher, principalmente após os 35 anos, vá ao médico para realização de exames na mama. "A mulher não deve aguardar sintoma para ir ao especialista", ressalta Roberto Grip

Outra recomendação do doutor Roberto Grip é que, quando houver casos de câncer de mama na família, é preciso ficar alerta e procurar especialista o quanto antes para acompanhamento.

Segundo o médico, para que aconteça a retirada do seio, dependerá do tamanho do tumor, de como o câncer se alastrou na mama, entre outros. Segundo Roberto Grip, cada caso é um caso a ser avaliado. 

Diagnóstico e tratamento

É recomendado que a mulher passe por mamografia e quando detectado nódulo, passe por biópsia. Comprovado o câncer de mama, o tratamento dependerá do estágio do tumor. O primeiro protocolo é passar por quimioterapia, radioterapia e hormonioterapia, este último por cinco anos. 

O segundo protocolo começa com a quimioterapia para diminuir o tumor e em alguns casos, a mulher passa pela retirada da mama, procedimento chamado mastectomia, passa por radioterapia e hormonioterapia por 5 anos. 

Hormonioterapia

A hormonioterapia é um tratamento que utiliza remédios para bloquear a ação desses hormônios e evitar que eles estimulem as células do câncer a crescer. Pode ser ministrada em comprimidos ou através de injeções debaixo da pele.

Prevenção

É importante que a mulher realize a mamografia para a detecção precoce do câncer de mama. O exame é a principal ferramenta para prevenção e diagnóstico precoce da doença, fundamental para reduzir mortes. 95% dos casos diagnosticados no início têm possibilidade de cura.

O câncer de mama é o tipo mais comum em mulheres a partir dos 55 anos de idade, mas, também pode acometer mulheres jovens. O rastreamento mamográfico consiste em realizar mamografia anual em mulheres com 40 anos ou mais. A partir dos 70 anos, a frequência dependerá do critério médico. Para mulheres com risco aumentado, a mamografia deve ser anual a partir dos 35 anos de idade. 

Colo de útero 

Fora o câncer de mama, o colo de útero tem elevado número de diagnósticos. Em 2016, no Hospital Regional de Araguaína foram diagnosticados 47 novos casos até junho. A Sesau não informou a quantidade de casos no HGP. (Com informações do Instituto Oncoguia)