Saúde

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Evitar o desperdício, perda por vencimentos e promover a aquisição racional e direcionada de medicamentos e insumos são alguns dos objetivos do projeto “O Bom Dando Lugar ao Excelente”, desenvolvido no Hospital Regional de Araguaína (HRA). Segundo a Secretaria Estadual de Saúde (Sesau) desde a implantação, em março deste ano, reduziu-se em 30% o consumo de medicamentos principalmente aqueles que são oferecidos em frascos e bisnagas e 15% na redução de usos de insumos, como luvas, máscaras e curativos.

“O maior beneficiado é o paciente que não sofre com a falta desses materiais por causa do desperdício. Desde que começamos com o projeto, os medicamentos só são liberados pelas quatro farmácias dentro da unidade por meio da apresentação da prescrição, com assinatura e carimbo do médico ou enfermeira”, destacou a farmacêutica, gerente do serviço de Logística do HRA, Adriana Abreu, uma das responsáveis pelo projeto.

Ainda segundo a gerente, a conscientização e colaboração da equipe multidisciplinar tem sido fundamental para o bom andamento das atividades e a efetivação da economia nestes gastos. “Como sempre tem médicos e enfermeiras em todos os setores não há como dar errado. É importante observar que não há prejuízo na assistência final do paciente, pois para os casos de urgência e emergência, em que há risco de morte para o usuário, há o carrinho de parada, por exemplo, que contém todo o material necessário para estas situações”, enfatizou.

Além do cuidado na entrega dos materiais, há outras iniciativas que otimizam o processo de logística dentro do HRA. “Fazemos um trabalho minucioso no almoxarifado, observando a quantidade máxima de empilhamento, temperatura, segurança do material guardado e exposição dos que vencem primeiro em fileiras mais acessíveis, para que não haja perda por vencimento. Nosso objetivo é chegar ao ponto de adquirir o material em quantidade e qualidade ideal para a demanda atual da unidade, que recebe em média 400 pacientes por dia, a começar pelos insumos usados nas cirurgias. Estamos mapeando as demandas mais recorrentes no centro cirúrgico para adquirirmos a quantidade mensal necessária, a fim de não termos um estoque além do que necessitamos”, finalizou.