Educação

Foto: Elias Oliveira A professora de Braile Maria Dinalva destaca avanços e conquistas para inclusão social A professora de Braile Maria Dinalva destaca avanços e conquistas para inclusão social

Nesta quarta-feira, dia 21 de setembro, é celebrado o Dia Nacional da Luta das Pessoas com Deficiência. A data foi escolhida devido à proximidade com a primavera e também com o Dia da Árvore, que representam o nascimento das reivindicações por cidadania e participação plena das pessoas com deficiência, em igualdade de condições.

Durante esta semana, diversas datas comemorativas ressaltam a importância de atividades voltadas para a acessibilidade e autonomia de pessoas com deficiência. No dia 24, é comemorado a Dia da Inclusão Social, já 26 é o Dia Nacional do Surdo.

Visando trabalhar nas escolas a importância da inclusão e do respeito, a Secretaria de Estado da Educação, Juventude e Esportes (Seduc) elaborou materiais de incentivo à leitura, que estão disponíveis para download no site da Instituição. O conteúdo traz sugestões de textos, livros, vídeos, filmes, blogs, sites e indicações de recursos audiovisuais.

O objetivo é que, por meio deste trabalho, as unidades escolares consigam informar, conscientizar e fomentar práticas inclusivas no ambiente escolar. A proposta visa à superação das barreiras que dificultam o processo do ensino aprendizagem e o auxílio no desenvolvimento das potencialidades dos alunos com essas dificuldades no contexto educacional.

Durante esta semana, mais de 20 escolas da rede estadual realizarão atividades alusivas a essas datas, por meio do projeto “Um Novo Olhar”, em comemoração ao Dia da Inclusão Social. É o caso de Palmeirópolis, onde o Colégio Estadual Maria Guedes desenvolve as atividades nesta quarta-feira, 21.

Ensino para todos

A Secretaria de Estado da Educação, Juventude e Esportes (Seduc) oferta em Palmas, cursos de Libras, Braile, Soroban e outros a professores e técnicos que desejam lidar com o mundo da inclusão.

Com formação em pedagogia, a professora Maria Dinalva Tavares Carneiro é habilitada em Braile, Soroban e Informática adaptada para cegos. Ela trabalha na Educação Especial desde  2005, e no ano de 2007, foi convidada para trabalhar na Gerência de Educação Especial da Seduc.

Maria Dinalva perdeu a visão quando tinha quase 15 anos, e comprova que os avanços alcançados pelas pessoas com deficiência são muitos.  Para ela, essa conquista está presente em diversos lugares e é fruto de muita luta. “A gente vê a cada dia as conquistas que são frutos de uma luta de vários anos. A construção de rampas, os pisos táteis para pessoa com eficiência visual dentre outros, são exemplos dessas conquistas”, diz.

Com todos os avanços presentes, ainda é preciso melhorar em muitos aspectos. O trabalho cotidiano da mídia ainda é falho. Dinalva fala que, principalmente, os telejornais precisam se adaptar.  “Os telejornais têm uma mania de dizer: - Acesse o site que está aparecendo na sua tela. Eu fico assim me perguntando, que tela? Que site? Por que não leem o site? É bom lembrar que há telespectador cego”, pontuou a professora.

As pessoas com necessidades especiais têm instrumentos que as auxiliam no ensino e na aprendizagem, como a Máquina Braille Perkins, semelhante a uma máquina de datilografia, e utilizada para a escrita. Há também o Soraban, que é utilizado para ensinar matemática.  Em diferentes modelos, há o Reglete, que serve também para escrever em Braile, e vem sempre acompanhado da Punção, usada como se fosse uma caneta.

Libras

O Brasil tem como segunda língua oficial a Libras. A gerente de Educação Especial e intérprete de Libras, Paola Regina Martins Bruno, fala da importância dessa Língua. “Nós temos um número muito grande de pessoas surdas. Essas pessoas precisam se comunicar com sua língua materna, quanto maior a quantidade de pessoas souberem a Língua de Sinais, maior será a inclusão das pessoas surdas”, defende.

A técnica da Seduc, Luana Pereira de Sousa, é cursista inicial de Libras e aponta o motivo de seu interesse pela Libras. “Sempre tive interesse desde criança. E tenho contato com os colegas surdos, pois trabalho com eles também, então foi por uma necessidade de melhorar a comunicação que resolvi cursar Libras”, finaliza.