Polí­tica

Foto: Divulgação

No município de Tocantínia os 782 (setecentos e oitenta e dois) eleitores indígenas, de etnia Xerente, votaram pela primeira vez por meio da biometria. Os locais de votação foram instalados nas aldeias Porteira, Rio Sono e Brejo Comprido. As seções instaladas contaram com 100% de mesários indígenas, totalizando 24 voluntários que atuaram nas eleições municipais.

Mesário voluntário há 16 anos, Ângelo Xerente ressaltou a importância de trabalhar nas aldeias, “acredito que é muito importante a minha contribuição, participar junto à minha comunidade facilita no atendimento e principalmente na linguagem. Fica mais fácil para repassar as informações. Ser mesário pra mim é uma honra, pois contribuo e exerço a nossa cidadania como indígena”.

Já Eliete da Silva Xerente destacou a alegria em votar pela identificação biométrica, “para nós indígenas a biometria foi muito importante, pois temos muitos integrantes na comunidade que não sabem assinar, facilitou a identificação e tornou o atendimento mais rápido e proveitoso”.

Na região, a Justiça Eleitoral ainda ofereceu transporte aos indígenas de aldeias mais afastadas dos locais de votação. 

Forças Federais

A segurança na Aldeia Porteira foi reforçada pela atuação do exército, e contou com um efetivo de 10 homens, que permaneceram no local desde a instalação das urnas até o encerramento da votação e devolução dos equipamentos eletrônicos ao Cartório Eleitoral.

As Forças Federais atuaram nas aldeias indígenas dos municípios de Tocantínia (5ª ZE), Tocantinópolis (9ª ZE), Lagoa da Confusão (13ª ZE), Pedro Afonso (23ª ZE), Goiatins (32ª ZE), Itacajá (33ª ZE) e Santa Fé do Araguaia (34ª ZE).