Meio Ambiente

Foto: Cleide Veloso

Na tarde dessa terça-feira, 18, o Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins) encaminhou para o Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) em Araguaína, uma jaguatirica com as patas traseiras fraturadas. O felino foi recolhido na TO-020 pela Guarda Metropolitana de Palmas, aparentemente foi vítima de atropelamento.

De acordo com informações da Diretoria de Biodiversidade e Áreas Protegidas do Naturatins, também foram encaminhados outros animais, nesta remessa. Entre eles, um jabuti entregue ao Instituto por um morador da quadra 308-sul da Capital, que encontrou o animal vagando pelas ruas. Nessa viagem seguiu um filhote de ema, localizada por populares, no centro da cidade de Lagoa da Confusão e recebida pela equipe do Escritório Regional do Naturatins no Município e um filhote de papagaio verdadeiro recolhido pela equipe do Batalhão da Polícia Militar Ambiental da cidade de Peixe.

A bióloga da Supervisão de Fauna do Naturatins, Luciana Costa, falou das condições de saúde dos animais. “O estado de saúde da jaguatirica é estável. No Cetas ela vai ser submetida a exames mais precisos e é quando poderemos saber se será necessária uma intervenção cirúrgica ou outro tratamento adequado. Os demais estão bem, se alimentando e aparentemente não apresentam alterações de saúde”, afirmou.

O gerente de Pesquisa da Diretoria de Biodiversidade do Instituto, Jorge Leonam da Silva Barbosa, reforçou a importância de não alimentar os animais enquanto aguarda a chegada do resgate. “Muitos animais chegam com sua condição de saúde agravada e já não há mais nada que possamos fazer. As pessoas tendem a querer dar água ou alimento para o animal, antes de entrega-los a equipe de resgate. Mas infelizmente, muitas vezes a insistência dessas tentativas faz com que os animais cheguem com um quadro de pneumonia ou com infecção por alimentação inadequada”, destacou.

“Animais silvestres, são muito atraentes enquanto filhotes, mas crescem, precisam de espaço, alimentação adequada à espécie, geralmente são transmissores de algum tipo de doença e muitas vezes são barulhentos. Mesmo quando domesticados são inquietos, não podem ser mantidos presos e se defendem de estranhos. As pessoas precisam entender que o lugar deles é na natureza, cada um cumprindo o seu papel na manutenção do meio ambiente e das florestas”, concluiu.

O Naturatins orienta a população, a não proceder com captura ou socorro de animais silvestres. Antes, solicitar o auxílio ou orientação, por meio da Linha Verde 0800 63 11 55, a ligação é gratuita. Também pode pedir ajuda à uma unidade da Guarda Metropolitana, do Batalhão da Polícia Militar Ambiental ou da equipe dos Escritórios Regionais do Instituto.