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Foto: Divulgação Máquina realiza plantio em fazenda na região de Pedro Afonso, onde serão plantados 38 mil hectares de soja Máquina realiza plantio em fazenda na região de Pedro Afonso, onde serão plantados 38 mil hectares de soja

Com o início do período chuvoso, os produtores da região de Pedro Afonso iniciaram o plantio da soja da safra 2016/2017. A previsão é que o trabalho seja concluído na primeira quinzena de dezembro.

Somente na Coapa (Cooperativa Agroindustrial do Tocantins), 110 associados devem superar a área recorde do ano anterior, que foi de 32.385 mil hectares, e plantar 38 mil hectares da oleaginosa – a maior área já plantada na história da cooperativa. Os grãos serão cultivados em propriedades dos municípios de Pedro Afonso, Bom Jesus do Tocantins, Santa Maria do Tocantins, Itacajá, Centenário, Tupirama, Tocantínia, Miranorte, Miracema do Tocantins, Guaraí e Fortaleza do Tabocão.

Entre os fatores que levaram a esse aumento da área cultivada estão a necessidade de alimentos no mundo, os preços de produtos agrícolas com boas margens de lucratividade e os valores de terras da região, considerados mais atrativos em relação a outras partes do país. 

“Nossa região tem solos de boa qualidade, nosso clima é favorável à agricultura, com chuvas regulares nos meses de outubro a maio, dando condições de plantio de duas culturas anuais”, explica o engenheiro agrônomo da Coapa, Eduarte Bonafede.

O técnico conta que a meta é que sejam colhidas de 55 a 60 sacas por hectares, superando a média da safra anterior que foi no máximo 30 sacas/hectare, por causa das poucas chuvas no período de desenvolvimento da plantas (crescimento, floração e enchimentos dos grãos).

Otimismo, sempre

Depois de superarem um ano agrícola ruim (2015/2016), a expectativa entre os agricultores é que ocorra uma safra com resultados positivos, como afirma o produtor Moacir Catabriga, que vai para sua 20ª safra e está plantando 1.550 hectares de soja em fazendas de Bom Jesus, Pedro Afonso e Tupirama. “Otimismo é algo que nos produtores temos sempre. A previsão é que ocorra regularidade de chuvas. Essa será uma boa safra”, comenta Catabriga, que ainda planeja cultivar uma safrinha de milho assim que colher a lavoura de soja.  

Evanis Roberto Lopes há duas décadas planta grãos em sua propriedade, em Pedro Afonso. Ele diariamente acompanha a previsão do tempo e acredita na regularidade de chuvas neste ano. “Será um ano bem melhor do que o anterior que foi complicado devido ao veranico [estiagem no período chuvoso]”, diz Evanis, que já comprou todos os insumos agrícolas e nos próximos dias iniciará o plantio de 200 hectares de soja. Após a colheita da oleaginosa, o produtor vai cultivar 120 hectares de milho e nos outros 80 hectares, melancia e feijão trepa pau.  

Com áreas nos municípios de Pedro Afonso e Rio Sono, onde já iniciou o plantio de 1,820 hectares, 300 a mais do que na última safra, Luiz Gilberto Ramos pretende alcançar uma produtividade de 70 sacas por hectares e superar a boa média de 62 sacas/ha registrada em anos anteriores. Para alcançar sua meta, aposta na melhoria do perfil de solo, isto é, a correção e a fertilização do solo em camadas mais profundas, técnica realizada com assessoria de técnicos da Coapa e da Bayer. 

Ainda segundo o agricultor, que vai chega a sua 19ª safra, o preparo do solo bem feito aliado à regularidade das chuvas vão contribuir para bons resultados na lavoura de soja e outras culturas como a do milho.  

Depois de perder 80% da produção na última safra devido à falta de chuva, Valmir Caetano Piton abriu uma nova área no município de Santa Maria para semear 100 hectares de soja e fazer uma safrinha de sorgo. De ânimo renovado, o agricultor que há 12 anos planta grãos na região, espera que tudo transcorra bem na atual safra para que tenha bons lucros e possa sanar as dívidas que ficaram do ano passado.

Assistência ao produtor

A cooperativa já está concluindo a entrega de sementes e fertilizantes. Já os químicos serão entregues aos cooperados dependendo da necessidade de cada um. Além disso, os associados contam com assessoria técnica, produtos para uso do plantio a colheita, armazém próprio para recebimento de grãos e assistência para comercialização dos grãos com os melhores preços da região.

Já no aspecto comercial, a expectativa também é positiva conforme relata o gerente comercial Nelzivan Carvalho Neves. Segundo ele, a cooperativa está fechando lotes para venda antecipada de grãos com preço de até R$ 72,00 pela saca de 60 quilos, garantindo ao sojicultor um preço melhor e, consequentemente, uma queda nos custos de produção.

Por: Redação

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