Economia

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A Intenção de Consumo das Famílias (ICF) chegou a 86,9 pontos, 1,52% a mais em relação ao resultado de dezembro passado. A pesquisa se refere a Palmas e foi realizada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) em parceria com a Fecomércio Tocantins.

Os resultados referentes às expectativas foram positivos e contribuíram com o aumento do índice. A perspectiva profissional, por exemplo, cresceu no primeiro mês do ano. No fim de 2016, 33,5% dos responsáveis pelos domicílios consideravam ter alguma melhora no trabalho no próximo semestre. Agora, o número subiu para 36%. Além disso, o palmense avalia que a renda atual está melhor em relação ao ano passado, pois o índice que mede essa análise subiu 3,5 pontos.

Dos consumidores que participaram da pesquisa, 69,4% sentem segurança no emprego em relação ao mesmo período de 2016. Se comparado a dezembro, houve um aumento de 1,4% neste dado. Outro destaque da pesquisa é que, mês passado, 8,1% dos entrevistados se classificaram como desempregados. Em janeiro, o número caiu para 7,2%.

“Apesar de acreditar que o otimismo do trabalhador, no que se refere ao emprego e renda, reflete diretamente na expectativa de consumo e no próprio movimento da economia, sabemos que o consumidor ainda enxerga dificuldades no cenário financeiro e pode atuar com cautela no momento das compras”, comenta o presidente do Sistema Fecomércio Tocantins, Itelvino Pisoni.

Visão atual

Apesar do aumento no índice, o resultado ainda mostra uma visão de insatisfação com a situação atual, por não ter alcançado os 100 pontos. A maior parte dos entrevistados (75,3%) disse que o acesso ao crédito está mais difícil e 69,4% afirmam que, atualmente, estão comprando menos que no ano passado. Mais da metade dos participantes da pesquisa acredita que este é um mau momento para compra de bens duráveis, como televisores e geladeiras.

O indicador da ICF é medido a partir do ponto de vista dos consumidores sobre diversos aspectos da condição de vida de sua família, tais como a sua capacidade de consumo, atual e de curto prazo, nível de renda doméstico, segurança no emprego e qualidade de consumo, presente e futuro.