Polí­tica

Foto: Cleober Taquara O presidente da Casa, José do Lago, apoiou a sugestão da audiência pública O presidente da Casa, José do Lago, apoiou a sugestão da audiência pública

Durante a sessão matutina desta quarta-feira, 31, na Câmara de Palmas, os vereadores criticaram os altos valores cobrados nas contas de energia da população da Capital. Os parlamentares consideraram a cobrança abusiva e discutiram formas de resolver esse problema que afeta várias famílias palmenses.

O vereador Diogo Fernandes (PSD), que levantou a questão no Plenário, sugeriu a realização de uma audiência pública, em regime de urgência, para prestação de contas da empresa Energisa, que detém a concessão dos serviços de distribuição de energia elétrica no Tocantins. “Talvez o que precisamos é reestatizar a energia, porque a população não aguenta mais pagar uma conta de energia cujo cálculo não é feito de forma justa”, pontuou.

O vereador disse que a fatura subiu muito nos últimos 60 dias. "Na minha casa, por exemplo, moro sozinho, sempre paguei uma média de R$ 400, que já acho um absurdo a energia ser cara desse tanto porque moro só, saio o dia inteiro para trabalhar, volto só à noite para casa, mas esse mês veio quase R$ 900. Isso não é só na minha casa e sim com toda a população de Palmas. Tenho recebido várias denuncias", frisou Diogo. 

O presidente da Casa, José do Lago Folha Filho (PSD), apoiou a sugestão da audiência pública e ainda ressaltou a importância da discussão. “Precisamos contribuir para esse debate, porque temos que entender como que é feito o cálculo dessas cobranças. Além disso, temos aqui na Capital cerca de 200 famílias que até hoje estão sem energia”, destacou.

Para o vereador Vandim (PSDC), o Tocantins é um dos maiores produtores de energia elétrica do País e, por isso, é preciso entender o porquê das tarifas serem tão caras. “Temos que saber exatamente o que é cobrado. A prestação de contas é realmente necessária.”

Cobrança dupla de ICMS

A questão da dupla cobrança feita pela Energisa, sobre o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) também foi discutida no Plenário. Em outubro de 2016, a Justiça havia decidido que a medida era irregular, porque o ICMS só pode ser cobrado em cima da energia efetivamente consumida.

A decisão da Justiça ocorreu após o advogado Thiago Ribeiro entrar com uma ação popular, pedindo a suspensão da cobrança. Assim, em janeiro deste ano o imposto deixou de ser usado no cálculo das contas dos tocantinenses. No entanto, uma decisão do desembargador Eurípedes Lamounier, presidente do Tribunal de Justiça do Tocantins, divulgada em março, derrubou a liminar que tinha suspendido a cobrança do ICMS.

Votação de matérias

Ainda na sessão foram votados e aprovados um total de 32 requerimentos que preveem melhorias urbanas para a Capital. Entre eles, pedidos de recapeamento asfáltico, manutenção da rede de iluminação, instalação de linha de ônibus coletivo, faixa de pedestres, semáforo, e também para serviços de roçagem e limpeza de alguns setores.