Polí­cia

Foto: Divulgação O assassinato de Vencim teria sido motivado por interesses financeiros O assassinato de Vencim teria sido motivado por interesses financeiros

A família do empresário Wenceslau Leobas, assassinado no ano passado em Porto Nacional/TO, encaminhou nota à imprensa posicionando-se sobre Habeas Corpus impetrado por Eduardo Pereira, acusado de ser o mandante do crime, junto ao Tribunal de Justiça (TJ/TO). 

De acordo com a família, após o relator Ronaldo Eurípedes indeferir o pedido liminar de revogação da prisão preventiva do acusado, o Habeas Corpus seria colocado em pauta para julgamento definitivo na sessão do TJ da última terça-feira, 13, sessão na qual a família de Vencim teria o direito de participar do julgamento, podendo fazer uso da palavra perante os três desembargadores que julgam o caso. Segundo nota, ao saber que o advogado da família faria uma sustentação oral no julgamento, a defesa de Eduardo Pereira tentou impedir a participação da família da vítima na sessão, mas o desembargador relator manteve o direito da participação assegurado anteriormente.

De acordo com as informações a nova data de julgamento foi designada para o próximo dia 20, terça-feira, sendo que a razão do adiamento, segundo a família, foi por o advogado de defesa do réu foragido juntar documentos médicos atestando que não poderia participar da sessão no período da tarde por problemas de saúde. "Apesar de ter passado a manhã percorrendo os corredores e gabinetes do Tribunal de Justiça". 

A família de Leobas nega ter ameaçado de morte o empresário Eduardo Pereira. "Tais acusações contra a família Leobas são mentirosas e foram tramadas com o objetivo de justificar a fuga de Eduardo Pereira".

Confira a nota na íntegra 

Nota de Esclarecimento 

Família Leobas

A Família de Wenceslau Leobas, o Vencim, covardemente assassinado em janeiro do ano passado em Porto Nacional, vem a público prestar esclarecimentos relacionados ao Habeas Corpus impetrado pelo suposto mandante do crime, o empresário Eduardo Pereira, perante o Tribunal de Justiça do Tocantins. Conhecido como Duda Pereira, o acusado se encontra foragido da justiça, em razão de mandado de prisão preventiva contra ele expedido por ordem do Juiz de Direito de Porto Nacional.

Após o relator Ronaldo Eurípedes indeferir o pedido liminar de revogação da prisão preventiva do acusado, o Habeas Corpus seria colocado em pauta para julgamento definitivo na sessão do TJ desta terça-feira, 13. Sessão na qual a família de Vencim teria o direito de participar do julgamento, podendo fazer uso da palavra perante os três desembargadores que julgam o caso.

Ao saber que o advogado da família faria uma sustentação oral no julgamento, a defesa de Eduardo Pereira tentou impedir a participação da família da vítima na sessão, mas o Desembargador Relator manteve o direito da participação assegurado anteriormente.

Diante da negativa, a defesa do réu requereu então o adiamento do julgamento do Habeas Corpus, visando exclusivamente impedir que o advogado da família da vítima pudesse fazer sua sustentação oral contra o acusado.

Para justificar o pedido de adiamento o advogado de defesa do réu foragido juntou documentos médicos atestando que não poderia participar da sessão no período da tarde por problemas de saúde, apesar de ter passado a manhã percorrendo os corredores e gabinetes do Tribunal de Justiça. A nova data de julgamento foi designada para o próximo dia 20, terça-feira. Essa, portanto, foi a razão exclusiva do adiamento.

Esclarecemos ainda que Eduardo Pereira não está sendo acusado pela filha da vítima ou qualquer outro membro da família e sim pelo Ministério Público, que atribuiu a ele, com justa razão e baseado em provas, a responsabilidade de ter encomendado mediante o pagamento de recompensa, a morte de Wenceslau Leobas, seu concorrente no ramo de postos de combustíveis.

A prisão preventiva do réu foi decretada porque ele estaria obstruindo a justiça. De acordo com as investigações, Eduardo Pereira teria oferecido suborno a uma testemunha que presenciou o crime e ainda forjado um falso dossiê que seria apresentado à justiça com a finalidade de apontar um outro mandante do crime, tirando de si o foco das investigações. A artimanha, entretanto, não obteve êxito. Convocado pelo delegado de polícia para prestar esclarecimentos a respeito do dossiê, o foragido reservou-se ao direito de ficar calado.

Ao contrário do que afirma a defesa de Eduardo Pereira, o réu foragido não tem sido ameaçado de morte pela família da vítima. Tais acusações contra a família Leobas são mentirosas e foram tramadas com o objetivo de justificar a fuga de Eduardo Pereira.

A família Leobas reitera que em momento algum fez ameaças de qualquer natureza ao acusado pela morte de Vencim. A história desta família é marcada pelo trabalho, honestidade e lisura, tendo buscado unicamente o caminho da justiça desde o trágico dia em que seu patriarca foi covardemente assassinado ao sair de casa. Um crime, ao que tudo indica, motivado pela manutenção da conhecida “máfia dos combustíveis.”

O processo está repleto de provas que condenam o réu que continua fugindo das garras da justiça. Já que Eduardo Pereira se diz inocente, então que se apresente e encare o julgamento, antes que a Interpol o alcance onde estiver, assim como outros foragidos já foram alcançados.

A família Leobas lutou para esclarecer o crime e vai continuar lutando, através dos meios legais, para colocar os responsáveis pela morte de Vencim no lugar que lhes cabe: atrás das grades, pagando pelo assassinato covarde que cometeram.

Era o esclarecimento que tínhamos a fazer.

Família Leobas