Meio Ambiente

Foto: Divulgação Um imóvel foi atingido e ficou totalmente queimado após atearem fogo em um terreno baldio ao lado da residência Um imóvel foi atingido e ficou totalmente queimado após atearem fogo em um terreno baldio ao lado da residência

Com as mudanças climáticas desta época do ano, aumentam os focos de incêndio, trazendo transtornos não só ao Meio Ambiente mas à saúde. Há muitos registros de pessoas que dão entrada nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) com problemas respiratórios. Só esta semana, equipes da Secretaria do Meio Ambiente, brigadistas e Corpo de Bombeiros aturam em mais de 20 focos. O último aconteceu na tarde de quinta-feira, 24, queimando uma área de aproximadamente quatro quilômetros, às margens da BR-153.

“Fazendeiros acionaram imediatamente e fomos com uma equipe de mais de 30 homens, entre brigadistas, bombeiros e fiscais da secretaria do Meio Ambiente e Defesa Civil para poder controlar o fogo, que se alastrou do Daiara até o Córrego Prata”, explicou secretário da Defesa Civil Municipal, Ricardo Isaías Silva.

No último dia 16, a Defesa Civil atuou no combate ao incêndio de uma casa, na Rua das Bandeiras, Setor Araguaína Sul. O imóvel foi atingido e ficou totalmente queimado após atearem fogo em um terreno baldio ao lado da residência. Foram mais de 40 minutos para controlar as chamas.

Conforme dados do 2º Batalhão do Corpo de Bombeiros, somente este ano, de janeiro a agosto de 2017, foram 276 ocorrências de incêndio no perímetro urbano de Araguaína.

Transtornos à saúde

O clínico-geral e médico da família no Município, Frederico Teixeira Leite, explicou que as queimadas aumentam muito a incidência de doenças respiratórias em adultos, mas principalmente em crianças. “Pacientes que já têm asma brônquica aumentam os sintomas da doença tanto em quantidade, quanto em gravidade das crises, o que deixa as unidades e também os prontoatendimentos lotados”, disse.  

O médico acrescentou também que esse número cresce também em casos de rinite e sinusite alérgicas e até das alergias de pele, por causa da fuligem que as queimadas soltam no ar. “A fuligem também aumenta os casos de irritação nos olhos. Aconselhamos que se há queimadas não tentem apagar o fogo, chamem os bombeiros. Visto que atendemos também alguns casos de queimaduras, leves ou graves, de pessoas que tentam apagar o fogo sozinhas ou de crianças curiosas”, aconselhou.

Protocolo do Fogo e população

A Secretaria do Meio Ambiente e parceiros criaram o Protocolo Municipal de Prevenção e Controle do Uso do Fogo. O protocolo tem como objetivo o compromisso voluntário da sociedade local de debater problemas relacionados ao uso do fogo e seus efeitos ao meio Ambiente. Todos os envolvidos devem participar e contribuir com ações de combate às queimadas.

Para evitar todos esses problemas de saúde e outros transtornos é preciso diminuir o número de queimadas.   

Evitando queimadas

Na zona rural, não devem utilizar fogo para limpar pastagens, pois é perigoso e o fogo pode se alastrar e atingir áreas de proteção e matar animais. “É importante lembrar que a queimada controlada (aceiros) está proibida até o mês de outubro deste ano”, explicou o diretor municipal de Fiscalização e Licenciamento Ambiental, Orialle Barbosa.

Na cidade, os moradores não devem atear fogo em lixos, entulhos e terrenos baldios. Não jogar pontas de cigarro em áreas verdes e não fazer fogueiras, são outras orientações.

Em caso de incendidos, ligar imediatamente para o Corpo de Bombeiros no 193, ou para os brigadistas, no 199. 

Por: Redação

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