Polí­tica

Foto: Antonio Cruz/EBC

Em viagem oficial a Pequim, a senadora Kátia Abreu (PMDB-TO) reuniu-se nesta quarta-feira (30) com o embaixador do Brasil na China, Marcos Caramuru de Paiva, para discutir investimentos no Matopiba, região formada por Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia. A parlamentar está no país asiático a convite da Universidade de Pequim para falar sobre o potencial agropecuário da região.

Recebida na residência oficial da embaixada brasileira em Pequim, a senadora mostrou ao embaixador o Plano Diretor para Desenvolvimento Regional do Matopiba, projeto que fornece diretrizes até 2035 para que a região se torne referência mundial em desenvolvimento agropecuário combinado com avanços sociais em educação, saúde e infraestrutura básica.

“O desenvolvimento do Matopiba deve ser sustentado por fundos de investimento e pela iniciativa privada, entes que estão cada dia mais interessados no Matopiba devido ao nosso enorme potencial em produção de alimentos”, afirmou a senadora.

Kátia Abreu destacou as ações privadas e públicas previstas que impulsionarão o desenvolvimento local. Entre elas, o Eco Porto de Praia Norte, a Zona Especial de Negócios (ZEN), a indústria da Granol e o Terminal da VLI de Luzimangues – as duas últimas em Porto Nacional.

De acordo com o Plano Diretor, são estimados de R$ 29 bilhões a R$ 66 bilhões em investimentos em infraestrutura e logística, educação e serviços básicos.

Entre as ações necessárias, está a ampliação das áreas irrigadas no Matopiba, que atualmente tem 6 milhões de hectares com potencial para a atividade. “A irrigação diminui o risco climático das lavouras, reduz a oscilação de preço ao consumidor e favorece a rotação de culturas. Sem falar na geração de renda. Cada hectare irrigado gera 1,5 empregos diretos e indiretos”, explicou a senadora.

Desenvolvimento social

Kátia Abreu afirmou ainda que o desenvolvimento do Matopiba deve ter foco na ampliação e fortalecimento da classe média rural, a fim de melhorar a renda, o emprego e a qualificação profissional dos produtores locais. “Vamos estimular a independência financeira dos nossos agricultores porque não podemos mais conviver com ilhas de prosperidade no campo. Todos devem ser incluídos na riqueza do agro”, afirmou.